Federico Antônio Gill Lopez, de 41 anos de idade, foi identificado como a terceira e última vítima da queda de avião no dia 10 de setembro, em uma fazenda em Água Boa (a 744 km de Cuiabá). Natural de Assunção, no Paraguai, assim como o outro passageiro, Luiz Alberto Martinez, 44 anos, ele estava na aeronave pilotada pelo empresário Vanderlei Sattler, 65, dono do avião e primeiro a ser identificado.
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Segundo a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), o reconhecimento foi feito por um papiloscopista por meio de impressões digitais, após dias de trabalho de hidratação do cadáver carbonizado. Na manhã do acidente, a aeronave pegou fogo e ficou totalmente destruída. Moradores da região ouviram o estrondo e encontraram os destroços em chamas.
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A Polícia Civil investiga as causas da queda e apura se o voo estaria ligado ao tráfico internacional de drogas. De acordo com a corporação, o Cessna de prefixo N401NA saiu de Goiânia (GO) sem documentação válida, sem autorização e sem plano de voo aprovado, com possível destino à Venezuela. A aeronave não possui registro na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Vanderlei Sattler era natural de Montenegro (RS) e sócio-administrador de uma empresa de assessoria aeronáutica. Após a identificação, a família solicitou a liberação e cremação dos restos mortais.
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Outro ponto sob investigação é a forma como o avião foi adquirido. Segundo a polícia, o valor pago seria incompatível com a situação financeira do comprador. O pagamento teria sido feito parte em dinheiro e parte com um veículo de luxo que já esteve em nome de uma pessoa investigada por tráfico internacional.
A investigação também apurou que um dos passageiros paraguaios tinha pendências judiciais no país de origem e restrição para deixar o território nacional.
O caso segue sob apuração para esclarecer as circunstâncias do acidente e a situação documental da aeronave.
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