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Cidades Quinta-feira, 01 de Outubro de 2026, 15:16 - A | A

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Quinta-feira, 01 de Outubro de 2026, 15h:16 - A | A

EM ÁGUA BOA

Terceira vítima de queda de avião em MT é identificada; polícia apura tráfico internacional de drogas

O reconhecimento foi feito por um papiloscopista por meio de impressões digitais, após dias de trabalho de hidratação do cadáver carbonizado

MARYELLE CAMPOS
Da redação

Reprodução

queda avião em Água Boa

Federico Antônio Gill Lopez, de 41 anos de idade, foi identificado como a terceira e última vítima da queda de avião no dia 10 de setembro, em uma fazenda em Água Boa (a 744 km de Cuiabá). Natural de Assunção, no Paraguai, assim como o outro passageiro, Luiz Alberto Martinez, 44 anos, ele estava na aeronave pilotada pelo empresário Vanderlei Sattler, 65, dono do avião e primeiro a ser identificado.

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Segundo a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), o reconhecimento foi feito por um papiloscopista por meio de impressões digitais, após dias de trabalho de hidratação do cadáver carbonizado. Na manhã do acidente, a aeronave pegou fogo e ficou totalmente destruída. Moradores da região ouviram o estrondo e encontraram os destroços em chamas.

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A Polícia Civil investiga as causas da queda e apura se o voo estaria ligado ao tráfico internacional de drogas. De acordo com a corporação, o Cessna de prefixo N401NA saiu de Goiânia (GO) sem documentação válida, sem autorização e sem plano de voo aprovado, com possível destino à Venezuela. A aeronave não possui registro na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Vanderlei Sattler era natural de Montenegro (RS) e sócio-administrador de uma empresa de assessoria aeronáutica. Após a identificação, a família solicitou a liberação e cremação dos restos mortais.

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Outro ponto sob investigação é a forma como o avião foi adquirido. Segundo a polícia, o valor pago seria incompatível com a situação financeira do comprador. O pagamento teria sido feito parte em dinheiro e parte com um veículo de luxo que já esteve em nome de uma pessoa investigada por tráfico internacional.

A investigação também apurou que um dos passageiros paraguaios tinha pendências judiciais no país de origem e restrição para deixar o território nacional.

O caso segue sob apuração para esclarecer as circunstâncias do acidente e a situação documental da aeronave.

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