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Cidades Terça-feira, 24 de Março de 2026, 17:56 - A | A

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Terça-feira, 24 de Março de 2026, 17h:56 - A | A

PEIXES COM SALMONELLA

Quase 1/3 dos peixes avaliados em MT estão contaminados com Salmonella

Pesquisa realizada pela Embrapa encontrou a bactéria em 31,5% das amostras coletada no estado

ANNA GIULLIA MAGRO
Da Redação

Estudo da Embrapa, publicado nesta segunda-feira (24), identificou Salmonella em viveiros de peixes nativos no Centro-Oeste: 88% das propriedades e 31,5% das amostras em Mato Grosso estavam contaminadas. Pesquisadores alertam para a necessidade de reforçar a biossegurança na produção.

O estudo foi restrito à área de produção e não a toda a cadeia produtiva, isso significa que o produto final não está necessariamente contaminado. Além disso, tipos associados a surtos humanos graves como Typhi, Enteritidis e Typhimurium não foram encontrados. 

“Há controles sanitários e o processo industrial e o cozimento adequado podem reduzir ou eliminar o risco” afirmou Fabíola Fogaça, coordenadora da pesquisa. Mesmo assim, a segurança final do peixe depende do armazenamento adequado e preparo correto pelo consumidor.

Fogaça explica que quando os pontos críticos de contaminação são detectados precocemente, é possível adotar medidas preventivas que reduzem os riscos e aumentam a segurança do alimento e a sustentabilidade da produção.

A PESQUISA 

O trabalho envolveu viveiros localizados no Pantanal e Cerrado com coleta de 184 amostras provenientes de peixes, água dos viveiros, sedimentos, ração e fezes de animais silvestres e domésticos presentes nas áreas de cultivo. Foram dez sorotipos diferentes do patógeno, sendo a predominância do Saintpaul e Newport.

A professora da UFMT que participou da pesquisa, Luciana Savay-da-Silva, afirmou que são inúmeros os fatores que influenciam na contaminação dos peixes, no entanto, viveiros terem contato com animais silvestres, outros animais de criação, animais domésticos e até mesmo pássaros contribuem significativamente para a contaminação do solo e da água dos tanques, tornando o contágio dos pescados inevitável. 

Além disso, os pesquisadores conseguiram traçar uma relação entre fatores ambientais e manejo na contaminação. Foi por meio da análise de vísceras dos peixes que puderam verificar que a ocorrência de salmonella era maior em período seco. 

O estudo envolveu cientistas da Embrapa e da Universidade Federal de Mato Grosso.

EVITE A CONTAMINAÇÃO

- Mantenha o peixe refrigerado ou congelado
- Não deixe o deixe fora da geladeira por longos períodos
- Cozinhe o peixe antes de consumir
- Não come peixes crus sem o selo de inspeção sanitária
- Descarte os líquidos da embalagem e limpe a pia após o preparo

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