Um grupo do Facebook que reúne colecionadores e apreciadores de relíquias e objetos colecionáveis é uma forma que Francisco das Chagas Rocha, de 53 anos, encontrou de 'se reunir' com quem, assim como ele, coleciona memórias que o tempo é incapaz de apagar. Além de ser um espaço de diversão, não deixa de ser também uma forma de comercializar produtos que têm toda uma história por trás.
O grupo “Relíquias, colecionáveis e afins de Cuiabá” possui mais de 500 membros. Lá, são postados desde móveis, como cristaleiras, aparadores, cadeiras, até objetos colecionáveis, como moedas e cédulas raras.
“Essa página foi criada para facilitar a negociação entre os colecionadores aqui de Cuiabá ou até mesmo fornecer um espaço para que as pessoas possam exibir suas antiguidades, até porque tem muita gente que tem, mas gosta só de mostrar”, explicou Francisco.
Natural do Rio Grande do Norte, Francisco é um apaixonado pela história de Mato Grosso, tanto que possui um imenso acervo de livros que remontam a história do estado. Ele chegou a Cuiabá em 1986 e, 37 anos depois, é conhecido por ser um dos pioneiros do ramo de antiguidades.
Ele chegou até mesmo a montar uma loja nos anos 2000 de compra e venda de objetos antigos. E, com o apoio do governo do Estado, uma feira foi criada na Praça do Porto, como forma de incentivar e fomentar o setor à época. Mas, depois de um certo tempo, a feira chegou ao fim.
“Ela sempre foi um sucesso, tinha gastronomia, artesanato, atividades e exposições. Acontece que, conforme foi acabando o incentivo público, as pessoas foram se afastando, até que acabou”, lamentou.
Mas a vontade de continuar expondo suas peças não terminou. Assim, ele começou a expor na Praça da Boa Morte, mudando para a Praça Santos Dumont e, atualmente, expõe na Praça Popular, região central de Cuiabá.
O INÍCIO DE TUDO
Coisas que o tempo não apaga, as memórias de Francisco relembram sua loja chamada Francharo, localizada na rua Joaquim Murtinho. Tudo começou com a doação de algumas peças antigas de uma família de conhecidos já falecidos.
“Aparecia muita gente me oferecendo outras antiguidades para comprar e, com isso, eu fui trabalhando dessa forma, comprando e vendendo relíquias. Por diversas vezes, viajei para o interior em busca de itens raros”, disse.
Foi nessa época, que ele relembrou com os olhos brilhantes, de móveis e objetos que teve contato que vão desde arsenal de guerra, móveis feitos na carpintaria Leão, livros e fotografias raríssimos. “Foram tantas coisas que eu jamais imaginaria ter contato”, relembrou saudoso.
Para acessar o grupo de antiguidades clique AQUI.
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NELSON JESUS DA SILVA 25/03/2026
Gostei muito da reportagem, gostaria de fazer parte do grupo, preferência compra e venda via WhatsApp.Participo de vários grupos de antiguidades no Brasil.Tenho muitas peças pra vender.
1 comentários