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Cidades Sábado, 08 de Março de 2014, 11:48 - A | A

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Sábado, 08 de Março de 2014, 11h:48 - A | A

DIA DA MULHER

Marcha reúne mais de 500 pessoas na luta contra o câncer

Pelo menos, 500 pessoas pararam o trânsito na Avenida Getúlio Vargas para lembrar a importância do tratamento do câncer de mama que atinge uma mulher a cada 24 segundos no mundo

MAX AGUIAR





O rosa-choque tomou conta do centro de Cuiabá, na manhã desta sábado (8), data em que se comemora o Dia Internacional da Mulher. Com lenços na cabeça, gritos de guerra afinados e palavras de ordem, aproximadamente 500 pessoas pararam o trânsito na
Avenida Getúlio Vargas para  lembrar a importância do tratamento do câncer de mama, doença que atinge uma mulher a cada 24 segundos no mundo.

Marcos Lopes/HiperNotícias

A Avenida Getúlio Vargas foi tomada pelo rosa choque durante a marcha do dia Internacional da Mulhe



O apelo partiu da instituição MT Mama, instalada em Cuiabá há cinco anos e que atualmente cuida de 105 pacientes com a doença. Entre as participantes estava a professora Adriana Catelli, que descobriu a doença aos 38 anos e se curou cinco depois. Mesmo perdendo os cabelos e os seios, ela nunca perdeu a fé da reabilitação.

“Eu não chorei e apenas tive fé e consegui vencer o câncer de mama. O cabelo cai e nasce de novo. Os seios são retirados, depois a gente coloca um novo. Mas não desanime, apenas se previna, porque essa doença tem cura. Eu me curei e hoje estou aqui ajudando outras que estão na batalha”, disse a professora, que atualmente dedica parte do tempo para ser uma voluntária na MT Mama.

Marcos Lopes/HiperNotícias

Adriana se tratou por cinco anos e hoje está 100% recuperada. "Não chorei e tive apoio da família", conta a professora



Adriana se tratou por cinco anos e ressaltou que o principal remédio é a família. “Muitos maridos se distanciam das mulheres, quando é descoberto um câncer. Isso está errado! No meu caso foi diferente, meus parentes ficaram mais próximos de mim e foram cinco anos de muita batalha, muita oração e muito sorriso para esquecer os problemas. O principal remédio para um tratamento é um afeto” contou Adriana.

No primeiro dia após a descoberta, diferente da professora Adriana, Andrea Cristina Fróes, 41, disse que chorou, se desesperou, mas viu que não precisava disso porque quando chegou na casa da MT Mama percebeu que as outras pacientes com o mesmo problema estavam com o ânimo lá em cima. “Eu cheguei triste, mas percebi que não precisa. Só tinha que ser forte, suportar um tratamento longo. Meu cabelo caiu. A beleza da mulher começa no charme do cabelo e quando vi isso eu quase morri, mas conversaram comigo e fui ajudada. Hoje estou aqui viva e curada, meu cabelo já cresceu e nada me deixa triste. Minha família e os amigos estiveram comigo a todo o momento”, disse a atual voluntária do MT Mama.

Marcos Lopes/HiperNotícias

Andrea perdeu os cabelos, os seios, e diz que após reabilitação está de bem com a vida e agradece o MT Mamma pelo apoio



Presidente da instituição MT Mama, que comandou a caminhada que saiu às 8h da Praça Alencastro e seguiu até a Praça Santos Dumont, Jusci Ribeiro Cruz lembrou de um problemas que foram reivindicados durante a caminhada.

“É uma caminhada nessa data porque a maioria dos pacientes, cerca de 95%, são mulheres. Em Mato Grosso, nós damos assistência, apoio, encaminhamos e ajudamos os nossos pacientes, mas o estado só tem uma máquina de mamografia, principal fator para detecção da doença. Um único aparelho de radiografia, principal no tratamento das pacientes. Com apenas dois aparelhos funcionando pelo SUS, como vamos agir com rapidez? Enquanto isso pessoas morrem na fila e o estado não abre o olho. Precisamos de ajuda de todos”, cobrou a presidente, ressaltando que entre as duas únicas máquinas disponíveis em Mato Grosso, uma está no Julio Muller e outra na Santa Casa.

Marcos Lopes/HiperNotícias

Jusci Cruz, presidente do MT Mamma, critica estado por não dar tanto suporte ao tratamento. "Estado possui apenas um mamógrafo''.



“Essas mulheres que sobreviveram muitas passaram mais de cinco anos no tratamento e para começar a ser assistida ficaram mais de 60 dias na fila. Isso prejudica o processo de cura. Hoje o que nós orientamos é que todas as mulheres façam o auto exame, tocando seus seios a cada mês, cinco dias após o período de menstruação. A doença tem cura mas se descoberta no começo pode ser de fácil recuperação”, afirmou Jusci Cruz.

Marcos Lopes/HiperNotícias



No final da caminhada, um notícia triste chegou para as participantes. Uma paciente que estava se tratando não suportou o longo período e perdeu a luta para o câncer. Em sinal de respeito, todos rezaram em memória da assistida, que se cuidava pelo MT Mamma. “Às vezes tem isso. Entre muitas que estão tratando, 99 se curam e uma perde a luta. Perdemos uma irmã, mas Deus ganhou uma mulher no Dia da Mulher”, disse Jusci, durante o fechamento da caminhada.

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