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Cidades Quarta-feira, 21 de Dezembro de 2016, 10:04 - A | A

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Quarta-feira, 21 de Dezembro de 2016, 10h:04 - A | A

MORREU APÓS TREINAMENTO

Mãe de soldado promove manifesto e pede justiça

MAX AGUIAR

Passados 36 dias da morte do aluno soldado do Corpo de Bombeiros, Rodrigo Claro, amigos e familiares, que aguardam o laudo médico para saber a causa  da morte, realizam nesta quarta-feira um manifesto na Praça Ipiranga, no Centro de Cuiabá, para cobrar celeridade nas investigações.

 

 

Arquivo Pessoal

aluno rodrigo claro

 

O ato será às 17h. Segundo familiares, entidades e pessoas que estão solidárias estarão presentes. Conforme a mãe de Rodrigo, Jane Patrícia Lima Claro, o laudo sobre a causa da morte de seu filho está pronto, mas a empresa que faz o registro digital está sem convênio com o Estado desde agosto e isso está emperrando não só o dela, mas diversos laudos.

 

“Eu estive ontem (terça-20) no IML e lá me disseram que o laudo está pronto, mas não podem entregar porque falta uma assinatura que é eletrônica e a empresa que faz esse trabalho parou de prestar serviços em agosto. Isso acaba atrasando os laudos”, disse Jane.

 

A mãe relata que apenas esse laudo poderá comprovar se Rodrigo de fato teve aneurisma ou outro tipo de patologia que resultou em sua morte. “O secretário Rogers Jarbas disse na TV que a causa seria aneurisma. Depois ele disse que foi AVC. Portanto, eu não sei de nada, preciso desse documento. Enquanto isso ficamos sem saber a real causa. De uma coisa eu sei: Quando o Rodrigo ainda estava internado foram feitos dois exames que descartaram aneurisma e má formação congênita. Eu tenho certeza que meu filho foi afogado”, desabafou.

 

Segundo informações de outros alunos do curso de formação para soldados do Corpo de Bombeiros, o jovem de 21 anos, vinha sendo perseguido pela Tenente Izadora Ledur e, no dia em que passou mal no treinamento da Lagoa Trevisan, mandou mensagem à mãe, dizendo que estava com medo, pois sabia que era ela que iria estar à frente do treino de mergulho. Após várias sessões de afogamento, Rodrigo passou a sentir fortes dores de cabeça e vomitou.

 

“Vários alunos do curso me procuraram, falaram que de fato havia afogamento e tortura. Eles prestaram esclarecimentos, depoimentos e por enquanto nada foi concluído. Aguardo uma resposta, tanto Civil quanto Militar. Não vamos deixar a morte de meu filho ficar impune”, comentou.

 

Jane pede que todos compareçam para ajudá-la nessa batalha. “É uma via sacra dolorosa. A caminhada não é fácil. Vejo como menosprezo tudo isso por parte do Estado. Isso está dessa forma porque foi um caso que foi divulgado amplamente e conto com apoio de todos”, conclamou a mãe de Rodrigo.

 

O caso

 

O jovem começou a passar mal durante o curso de salvamento em mergulho realizado pelo 1º Batalhão dos Bombeiros na Lagoa Trevisan, que fica às margens da Rodovia Palmiro Paes de Barros, que liga Cuiabá a Santo Antônio de Leverger. Além dele, outros 29 alunos participavam do curso com acompanhamento de cinco coordenadores, entre eles a tenente e o coronel.

 

Ele foi retirado do campo do curso e levado ao Batalhão, localizado no bairro Verdão, reclamando de fortes dores na cabeça. Primeiramente foi levado à policlínica.

 

Na unidade médica, o aluno que é filho de um sargento do Corpo de Bombeiros, não apresentou melhoras e precisou ser encaminhado para o hospital particular. Desde então, estava internado em coma induzido.

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