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Cidades Domingo, 17 de Julho de 2022, 18:00 - A | A

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Domingo, 17 de Julho de 2022, 18h:00 - A | A

PANTANAL DE MT

Falta de manutenção nas pontes de madeira da Transpantaneira é preocupação na região

Com 150 km, a rodovia corta o Pantanal de Poconé até a região do Porto Jofre, trecho onde estão 120 pontes, sendo 42 pontes de concreto, oito galerias e 70 pontes de madeira

MÁRCIA TOMAZ
Da Redação

A MT-060, mais conhecida como Rodovia Parque Transpantaneira, em Poconé (103 km de Cuiabá), é um dos principais pontos turísticos do Pantanal mato-grossense. Com 150 km, a via corta o Pantanal até a região de Porto Jofre, já divisa com Mato Grosso do Sul, e, no trecho, existem 120 pontes, segundo a Associação de Defesa do Pantanal (Adepan), sendo 42 delas de concreto, oito galerias e 70 pontes de madeira.

As estrutura de madeira da Transpantaneira acabam contribuindo para a beleza natural que o Pantanal Mato-grossense representa, por se misturarem à fauna e flora local. No entanto, a falta de manutenção das pontes tem chamado atenção dos turistas, proprietários de hotéis, pousadas e guias da região.

No domingo (10), a ponte 47, que fica no KM 45 da Transpantaneira, não suportou o peso de um caminhão carregado com materiais de construção e cedeu, causando o tombamento do veículo. O acidente deixou dois mortos. A ponte ficou completamente destruída. No local, foi improvisado um desvio até que a ponte seja reconstruída.

Segundo a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso (Sinfra), a ponte 47, que desabou, será substituída por uma ponte de concreto, assim como outras quatros pontes ao longo da rodovia. Conforme a Pasta, as obras estão previstas para começar no mês de agosto.

Ainda conforme informou a assessoria de comunicação da Sinfra, além disso, está sendo licitada a implantação de 540 metros de aduelas de concreto para eliminar outras 21 pontes de madeira, que serão substituídas por galerias.

Segundo a Sinfra, a previsão é que as obras de construção e manutenção sejam concluídas até o final da estiagem, quando começa o período de chuvas no Estado, em outubro.

A equipe do HNT conversou com alguns proprietários de pousadas e hotéis na região. Segundo eles, a falta de manutenção nas pontes de madeira existe há muitos anos, além disso, não há sinalização na Transpantaneira, nem mesmo indicando qual peso suporta a ponte.

A substituição das pontes de madeira por concreto ainda divide a opinião dos empresários da região. Mas, o que todos querem é segurança na trafegabilidade, principalmente para os turistas.

“Do início da Transpantaneira até a região de Pixaim, as pontes são de concreto. Daí para lá, todas são de madeira. Um fato grave como esse que ocorreu na ponte 47 vai aparecer por um bom tempo nos noticiários, e fica uma imagem negativava para o Pantanal. A solução é cimento em tudo mesmo. Eu já ouvi dizerem que ponte de madeira é ecológico, mas as de cimento são permanentes. A de madeira tem de ficar cortando a árvore, qual é a questão natural aí, se tem que derrubar árvores para fazer uma ponte? Deixa tirar o cimento do calcário que nem vivo está”, pondera o proprietário de uma pousada da região, que preferiu não se identificar. 

O dono do estabelecimento faz um comparativo do progresso na região. Ele conta que, quando chegou ao Pantanal, nem a Transpantaneira existia.

“Antes da Transpantaneira, não existia ponte, nem de madeira, nem de concreto. A gente andava dependendo da época de trator, canoa, não tinha estrada de aterro permanente. Eu acho visível essa história de ponte de madeira representativa do Pantanal, a gente está falando de segurança, tem que ter manutenção, mas não tem, não é suficiente. Às vezes, as pessoas compram madeira inadequada, que daqui a um ano está podre. Então, não adianta ficar idealizando, tem que ver o que é permanente e seguro”, comenta. 

pantanal

 

Segundo ele, outro problema na Transpantaneira é falta de placas de sinalização que indiquem o limite de peso sobre as pontes.

“Não é um lugar com alto fluxo de veículos, onde as pessoas passam diariamente. Tem que ter sinalização. Sem placa, não há como a pessoa saber qual o limite de peso que a ponte suporta”, reclama.

Para um outro proprietário de pousada na região, as pontes de madeira representam o Pantanal. Segundo ele, mesmo algumas estando em situação precária, a Transpantaneira nunca esteve tão boa de trafegabilidade quando nos últimos anos.

“As pontes nunca estiveram tão boas, mas aconteceu essa fatalidade no domingo, que resultou na morte de dois moradores de Poconé. Mas, se você perguntar para turistas e pessoas que trafegam na Transpantaneira, eles adoram as pontes de madeira. A ponte de concreto é interessante também, mas tem que deixar algumas de madeira, elas fazem parte da história do Pantanal. O que precisa é de mais manutenção periódica, mais cuidados nessas pontes”, relata outro proprietário de hotel da região de Porto Jofre.

TRANSPANTANEIRA

A Transpantaneira é uma estrada-parque, ou seja, de chão, que não pode receber pavimentação asfáltica. Com 150 quilômetros, ela, que corta o Pantanal de Mato Grosso ligando de Poconé ao Distrito de Porto Jofre, já na divisa com Mato Grosso do Sul, em si já um dos grandes atrativos turísticos da região.

Seguindo ao longo da rodovia, é possível observar as paisagens deslumbrantes de planícies alagadas, animais que tanto se deseja ver em seu habitat natural, jacarés, veados, capivaras, garças, gaviões, martins-pescador e, se tiver sorte, até mesmo uma onça-pintada, entre tantos outros animais silvestres da maior reunião de biodiversidade do planeta.

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Lud 18/07/2022

Cadê as 5 mil pontes que Mauro Mentes disse que ia construir aqui no MT.

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