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Cidades Segunda-feira, 05 de Outubro de 2026, 15:48 - A | A

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Segunda-feira, 05 de Outubro de 2026, 15h:48 - A | A

NO CURSO DE ECONOMIA

Centro estudantil denuncia racismo e misoginia em grupo de WhatsApp da UFMT

Segundo a denúncia, três estudantes, incluindo a presidente da atlética foram denunciadas à Polícia e também à reitoria

MARYELLE CAMPOS
Da redação

Reprodução

Centro estudantil denuncia racismo e misoginia em grupo de WhatsApp da UFMT

O Centro Acadêmico de Economia (Caeco) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) do campus Cuiabá, denunciou nesta segunda-feira (5), três estudantes do curso de Economia, incluindo a presidente da atlética por, supostamente, compartilhar mensagens de caráter racista e misógino em dois grupos de Whatsapp para informes estudantis. 

O caso veio a público por meio de uma postagem no Instagram em o Centro repudiou as manifestações feitas em dois dias consecutivos, neste sábado (3) e domingo (4). 

Procurado pelo HNT, o Caeco informou que já registrou um boletim de ocorrência e formalizou denuncia no FalaBR,  plataforma oficial do Governo Federal, além já ter encaminhado o caso para atual gestão, congregação do curso e para a Liga das Atléticas da Universidade Federal de Mato Grosso (Lauf). 

De acordo com a denúncia, as manifestações racistas e misóginas foram feitas nos grupos intitulados "INFORMES-ECONOMIA" e "GERAL" por meio de áudios, mensagens de texto e figurinhas. Um dos estudantes denunciados, teria enviado uma figurinha ilustrando uma mulher negra fazendo ultrassom e o bebê sendo um macaco. Na mensagem enviada em seguida, o homem teria falado "Por causa de vc os preto lá ta achando que tem direito agora [sic]". 

Em outra mensagem, um estudante teria dito "Vai tomar no cu, por isso tem que ser contra as muié mesmo... Eu sou a favor da minha mulher e da minha filha, o resto da mulher tem que se fudermesmo [sic]". 

Conforme o Caeco, os estudantes foram removidos do primeiro grupo ainda no sábado (3), mas continuaram com as mensagens no segundo grupo e precisaram ser excluídos novamente. 

"Tais expressões não constituem mero debate político ou opinião. São expressões de racismo, misoginia e violência que atingem diretamente a dignidade de mulheres e da população negra. Repudiamos veementemente qualquer tentativa de naturalizar ou relativizar esse tipo de comportamente", repudiou o Caeco. 

O HNT entrou em contato com a assessoria da Universidade e aguarda o posicionamento. 

 

 

 

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