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Cidades Quarta-feira, 09 de Novembro de 2016, 17:33 - A | A

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Quarta-feira, 09 de Novembro de 2016, 17h:33 - A | A

MORTE DE PM NO CPA III

Acusado de ajudar a matar PM muda depoimento e diz que vendia armas pela internet

MAX AGUIAR

Na última audiência de instrução antes do Tribunal do Júri que irá decidir sobre a condenação ou absolvição do comerciante Carlos Alberto de Oliveira Júnior, acusado de ser participante direto na morte do soldado da Polícia Militar Élcio Ramos Leite, o suspeito confirmou que vendia armas pela internet. A sessão ocorreu na sexta-feira (4) na 12ª Vara Criminal do Fórum de Cuiabá.

 

Reprodução TVCA

Carlos Alberto Junior

 Carlos está preso desde agosto aguardando julgamento pelo Tribunal do Juri

Carlos Alberto, junto com o irmão André Luiz Alves de Oliveira, morto durante confronto policial, eram investigados pelo setor de inteligência da Polícia Militar por conta do comércio ilegal de armas no bairro CPA III. A ocorrência foi registrada por volta das 14h do dia 2 de agosto deste ano.

 

Carlos Alberto está detido no Centro de Custódia de Cuiabá. Ele foi preso no dia do crime e desde então aguarda julgamento em regime fechado. A primeira versão contada era de que dois policiais tentavam extorqui-lo em sua residência, porém isso mudou.

 

“Entrei no portão da minha casa e o policial veio com uma arma e me enforcou. Meu irmão estava no sofá e colocou a cabeça para o lado de fora. O outro policial [Wanderson José Saraiva] atirou e meu irmão saiu. Demorou um pouquinho, o Élcio entrou e meu irmão atirou nele”, contou Carlos Eduardo para a juíza Maria Aparecida Ferreira Fago. O denunciado confirmou que chegou a oferecer armas pelo Facebook e por isso estava sendo monitorado pela PM. 

 

O promotor de Justiça Jaime Romaquelli salientou que o autor do homicídio contra o policial está morto. Porém Carlos Alberto participou diretamente no crime e deve ser punido por isso.

 

Alan Cosme/HiperNoticias

promotor jaime romaquelli

Promotor de Justiça, Jaime Romaquelli disse que Carlos deve ser julgado por homicídio

“Embora o Carlos não tenha desferido tiros contra agentes policiais, ele concorreu diretamente para que o homicídio contra a vítima Élcio Ramos Leite fosse realizado, pois manteve imobilizado por alguns segundos o policial Saraiva, criando as condições para que André utilizasse a arma que tinha consigo e matasse o policial. André só conseguiu atingir Elcio mortalmente porque seu companheiro Saraiva estava imobilizado pelo denunciado Carlos Alberto. Portanto, o réu praticou conduta indispensável para que o crime de homicídio consumado contra a vítima Elcio acontecesse”, explicou o promotor.

 

O promotor ainda cita que a ação foi de total revide ao trabalho dos policiais em prol da sociedade. “O crime foi cometido por motivo torpe, praticado com o fim de impedir a atividade policial que estava sendo regularmente exercida no combate à venda ilegal de armas pelo denunciado e seu irmão. Ao invés de atender à ordem de prisão e se render, o denunciado escolheu afrontar não o agente policial, mas a instituição da Polícia Militar e pôr fim à vida de um jovem policial, que estava nada mais que cumprindo a sua missão em defesa da sociedade”, concluiu Romaquelli.

 

Nas próximas semanas, a Justiça deve decidir se o caso vai para júri popular. Enquanto isso, os advogados da defesa tentam a liberdade do réu, que está detido na mesma cela do ex-governador Silval Barbosa (PMDB).

 

O CASO

 

Conforme a Secretaria de Segurança Pública, o soldado PM Elcio Ramos foi morto após ir até à residência de André Luiz e Carlos Alberto Júnior, onde ocorreu o crime e luta corporal com um dos moradores. De acordo com a pasta, Élcio estava acompanhado do colega de trabalho, Wanderson Saraiva e ambos verificavam uma denúncia de venda de armas no local.

  

Carlos Alberto de Oliveira Júnior, de 30 anos, foi preso. O segundo suspeito, André Luiz de Oliveira, de 27 anos, foi morto na casa de um vizinho por supostamente ter resistido à prisão. O pai dos suspeitos, Carlos Alberto de Oliveira, por sua vez, diz que os filhos apenas reagiram a uma abordagem truculenta dos policiais e que eram vítimas de extorsão.

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