Quarta-feira, 18 de Março de 2026
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

00:00:00

image
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png

00:00:00

image
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

Brasil Quarta-feira, 18 de Março de 2026, 20:42 - A | A

facebook instagram twitter youtube whatsapp

Quarta-feira, 18 de Março de 2026, 20h:42 - A | A

CONCORRÊNCIA SIMULADA

PF aponta delegado-geral de Alagoas como líder de quadrilha de fraudes em concursos

Investigação da Operação Concorrência Simulada indica que grupo chefiado por Gustavo Xavier fraudou certames da Polícia Civil, CNU, Banco do Brasil e Caixa Econômica

CONTEÚDO G1 e METRÓPOLES

A Polícia Federal (PF) cumpriu, na quarta-feira (18), um mandado de busca e apreensão contra o delegado-geral da Polícia Civil de Alagoas, Gustavo Xavier do Nascimento. Ele é investigado por suposta participação em um esquema criminoso de fraudes em concursos públicos e lavagem de dinheiro que atuava em estados como Alagoas, Pernambuco e Paraíba.

De acordo com a representação da PF, à qual a reportagem teve acesso, Xavier ocuparia uma posição de liderança na organização criminosa. A investigação, autorizada pelo juiz federal Manuel Maia de Vasconcelos Neto, da 16ª Vara Federal em João Pessoa (PB), faz parte da operação "Concorrência Simulada".

Acusações e estrutura do esquema

Segundo a Polícia Federal, há indícios de que o grupo fraudou concursos para as polícias Civil e Científica de Alagoas, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e o Concurso Nacional Unificado (CNU). A estrutura do esquema, conforme a investigação, contava com divisão de tarefas: obtenção antecipada de provas e gabaritos, uso de pontos eletrônicos para repasse de respostas durante os exames e captação de candidatos dispostos a pagar pelas fraudes.

A PF detalha que Xavier teria assumido o comando do grupo após coagir, "mediante ameaça", um dos operadores do esquema, Thyago José de Andrade, a cometer fraudes em benefício de seus aliados. O delegado-geral também é suspeito de atuar por meio de intermediários. Um deles seria o policial civil Eudson Oliveira de Matos, apontado como seu "braço direito" e responsável pela interlocução com os executores das fraudes. Eudson, que já estava preso, também foi alvo de busca e apreensão na Central de Flagrantes de Maceió, ocasião em que um telefone celular foi encontrado com ele.

A investigação aponta ainda que pessoas próximas ao delegado, incluindo seu irmão, teriam sido beneficiadas pelo esquema em pelo menos dois certames. Outro ponto da apuração são os indícios de que Xavier teria tentado interferir nas investigações, determinando o vazamento de informações sobre operações policiais para alertar integrantes do grupo.

Trajetória do investigado

Antes de assumir a chefia da Polícia Civil alagoana, há quatro anos, Gustavo Xavier atuou como tenente da Polícia Militar de Pernambuco. Na Polícia Civil, ocupou as delegacias regionais de Penedo e Arapiraca, antes de passar a coordenar, como delegado-geral, operações de combate ao crime organizado em diversas regiões do estado.

A defesa e posição oficial

O g1 e a reportagem procuraram o delegado-geral Gustavo Xavier por meio da Secretaria de Segurança Pública de Alagoas, mas não obtiveram retorno até a atualização mais recente desta reportagem. O espaço permanece aberto para manifestações.

Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.

Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.

Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM  e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.

Comente esta notícia

Algo errado nesta matéria ?

Use este espaço apenas para a comunicação de erros