Segundo Moraes, as agressões teriam ocorrido algumas semanas antes do chute na criança mais nova, que foi gravado por uma câmera de segurança na rua em que andavam. A suspeita é de que o menino tenha sido atingido no rosto com um cinto ou um pedaço de madeira e o garoto ainda teria algumas marcas, cujas provas foram incluídas no inquérito.
A reportagem não localizou a defesa do pai, que não teve a identidade revelada.
"Há indícios de que aquela agressão não foi a única e também não só contra a menina. O outro menino, que seria enteado dele, também já teria sofrido algumas agressões pretéritas. Todo esse contexto foi levado ao conhecimento do Ministério Público e do Poder Judiciário, que expediu o mandado de prisão", afirmou o delegado Ricardo Moraes em entrevista coletiva.
A prisão preventiva foi solicitada diante da impossibilidade de ser detido em flagrante - a agressão à garota ocorreu no domingo, 5.
Conforme apurado pelo Estadão, com a repercussão das imagens, a mãe da menina teria registrado boletim de ocorrência contra o pai.
As imagens mostram que o homem caminhava com as crianças quando se vira para trás e desfere um chute na altura do rosto da menina, que cai no chão. Uma testemunha tenta intervir, mas o pai parece ir embora com as crianças.
A Polícia Civil do Paraná, por meio da 19ª Subdivisão Policial de Francisco Beltrão e da Delegacia da Mulher da cidade, instaurou inquérito policial para apurar a ocorrência.
"Em um primeiro momento, a maior preocupação (da polícia) foi pelo bem-estar da criança", disse Anderson Andrei Grosso, outro delegado que trabalha no caso. Segundo ele, além do pai, outros familiares já foram ouvidos, incluindo a mãe da menina. Grosso também pediu que novas testemunhas procurem a polícia.
O delegado afirma que foi formalizado um pedido de medida protetiva de urgência para as crianças e para a mãe. O Conselho Tutelar também foi acionado.
À Radio Massa/SBT, o homem que aparece no vídeo após ter testemunhado a ação afirmou que o pai aparentava estar alterado e com os olhos inchados. Ele disse que se afastou após ser ameaçado ao tentar intervir.
Em nota, a Polícia Civil do Paraná afirmou que segue com diligências, incluindo a oitiva de novas testemunhas, e busca mais imagens de câmeras de videomonitoramento de todo o trajeto percorrido pelo homem e as crianças.
(Com Agência Estado)
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