Morreu nesta quinta-feira (1º) Lito Sousa, aos 59 anos, conhecido pelo trabalho como especialista em aviação e pelo canal Aviões e Músicas. A morte foi comunicada pela família nas redes sociais. Lito havia sido diagnosticado com a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), uma condição neurológica rara, degenerativa e de rápida evolução. A doença está relacionada ao acúmulo de proteínas anormais, chamadas príons, no cérebro.
A esposa do especialista, Mila Seidl, confirmou a morte em um vídeo publicado nas redes sociais. Lito deixa também o filho, Malone, de 7 anos. Durante o tratamento, Lito recebeu autorização excepcional da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ter acesso ao medicamento experimental ALN-6457.
A substância chegou ao Brasil em 11 de setembro e, segundo informações divulgadas pela família, Lito foi a primeira pessoa a receber o medicamento, que havia sido testado anteriormente apenas em animais.
Além da DCJ, Lito enfrentava um câncer de próstata em estágio inicial, diagnosticado no começo deste ano.
Joselito Geraldo de Sousa, nome completo de Lito, tinha mais de 36 anos de experiência na área de aviação. Formado em manutenção de aeronaves, trabalhou em empresas do setor, incluindo a United Airlines.
À frente do Aviões e Músicas, produzia conteúdos sobre acidentes aéreos, turbulência, manutenção, procedimentos de segurança, funcionamento das aeronaves e fatores humanos.
O canal também se tornou referência para o público na repercussão de acidentes de grande impacto, incluindo as tragédias envolvendo os Mamonas Assassinas, a Chapecoense e a cantora Marília Mendonça.
Lito também era proprietário da Lito Academy. A doença de Creutzfeldt-Jakob integra o grupo das doenças priônicas e provoca deterioração progressiva das funções neurológicas e motoras.
Os primeiros sintomas podem ser confundidos com outras doenças neurológicas, mas a evolução da DCJ costuma ser rápida. Segundo dados citados pelo Ministério da Saúde, aproximadamente 90% dos pacientes morrem dentro de um ano.
No Brasil, a doença é de notificação compulsória desde 2005. Entre 2005 e 2021, foram registradas 1.576 notificações de casos suspeitos.
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