Segundo a representação enviada ao Supremo, o caso teve origem em um pedido do Ministério da Justiça e Segurança Pública para apuração de uma postagem feita por Flávio em 3 de janeiro de 2026 no X.
No documento, é descrito que o parlamentar publicou conteúdo associando a imagem do ditador Nicolás Maduro, da Venezuela, ao presidente Lula, acompanhado de uma mensagem em que afirmava que Lula "será delatado" e relacionava o episódio ao "fim do Foro de São Paulo", citando supostos vínculos com o tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, além de apoio a terroristas e ditaduras.
O Estadão procurou o gabinete do senador para se posicionar sobre o caso. O espaço está aberto.
"A Polícia Federal sustentou que após Flávio afirmar que o Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva será delatado, ou seja, realizando clara menção ao instituto da colaboração premiada, menciona a prática de crimes como tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e fraudes em eleições", diz Moraes na decisão.
"Trata-se, portanto, de publicação realizada em ambiente virtual público, acessível a milhares de pessoas, por meio da qual se imputa fatos criminosos ao Presidente da República", complementa.
O ministro determinou o envio dos autos à PF, para que sejam adotadas as "providências cabíveis" em 60 dias.
(Com Agência Estado)
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