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Brasil Quinta-feira, 27 de Agosto de 2026, 16:52 - A | A

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Quinta-feira, 27 de Agosto de 2026, 16h:52 - A | A

DÍVIDA DE R$ 60 MIL

Filho de ministro do STJ agride profissional do sexo e abandona apartamento sem pagar

Mauro Paciornik, filho do ministro Joel Ilan Pacionik, abandonou imóvel com móveis e eletrodomésticos danificados e sem pagar os aluguéis

METRÓPOLES

Reprodução MPMT

Superior Tribunal de Justiça - STJ

Processo protocolado na 5ª Vara Cível de Brasília cobra uma dívida de mais de R$ 60 mil do advogado Mauro Paciornik, filho do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Joel Ilan Pacionik. De acordo com os autos, Mauro teria abandonado o apartamento com móveis e eletrodomésticos danificados após agredir uma mulher no local. Além disso, o advogado não teria pago o aluguel e as taxas condominiais durante quatro meses.

Às margens do Lago Paranoá, o imóvel de luxo tinha ofurô privativo e terraço com vista para um dos principais cartões postais da capital do país. O processo aponta que o apartamento de um quarto foi alugado pelo advogado por R$ 6,5 mil em abril de 2025. O valor, no entanto, segundo os autos, teria sido pago apenas até agosto do mesmo ano.

Em dezembro, após quatro meses de atraso, os locatários descobriram que Mauro não morava mais no local. O motivo: uma medida protetiva expedida pela Justiça contra o filho do ministro após ele ter agredido uma mulher dentro do imóvel. A vítima continuava vivendo no apartamento mesmo com a energia cortada por falta de pagamento.

No registro de agressão, a mulher contou formalmente à autoridade policial que exercia a atividade de “acompanhante”. Segundo o seu relato, no início do relacionamento, Mauro pediu para que ela deixasse de trabalhar nessa função e perguntou quanto ela queria para isso, tendo Jhennyfer solicitado uma contrapartida de pelo menos R$ 15 mil mensais.

Já Mauro afirmou em suas declarações que o relacionamento era conturbado justamente pelo fato de Jhennyfer exercer a função de “garota de programa”. Mauro alegou ter repassado mais de R$ 100 mil a ela sob a promessa de que manteriam uma relação exclusiva. A agressão teria ocorrido no momento em que Mauro descobriu que ela estaria exercendo a atividade às escondidas.

O apartamento foi devolvido com móveis e eletrodomésticos destruídos. Entre os itens danificados listados nos autos está, inclusive, o ofurô: os jatos de massagem não funcionavam, a tampa plástica estava rasgada e a estrutura metálica que sustentava o equipamento apresentava pontos soltos. Além disso, a porta do quarto estava quebrada e sem fechadura, o sofá apresentava furos de cigarro e a TV da sala não funcionava.

Mauro se manifestou no processo questionando o valor cobrado pelos locatários. Uma das cobranças que ele questiona trata de uma multa por sublocação, já que quem morava no imóvel no momento da desocupação não era ele, que havia assinado o contrato, mas a mulher agredida por ele. Nos autos, Mauro afirma que o seu afastamento se deu de forma “involuntária em razão de determinação Judicial”.

A coluna tentou entrar em contato com Mauro, mas não obteve retorno. Procurado, o gabinete do ministro Joel Ilan Pacionik também não respondeu. O espaço permanece aberto para eventuais manifestações.

Por meio de nota, a defesa de Mauro Paciornik — os advogados Pedro Ivo Velloso e João Paulo Ferraz — informou que “o suposto episódio noticiado foi arquivado a pedido do Ministério Público, que não identificou nenhum crime”. “Além disso, as medidas protetivas mencionadas na publicação foram revogadas pelo Poder Judiciário, com anuência expressa das partes, em decisão transitada em julgado”, diz o comunicado.

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