Artigos Sexta-feira, 27 de Maio de 2011, 20:38 - A | A

Sexta-feira, 27 de Maio de 2011, 20h:38 - A | A

Sinais da idade

A pele é o maior órgão do nosso corpo e é responsável pela proteção contra agentes externos, evita a perda de água, regula nossa temperatura e elimina toxinas

ELYDIA BOURET

Divulgação
A pele é o maior órgão do nosso corpo e é responsável pela proteção contra agentes externos, evita a perda de água, regula nossa temperatura e elimina toxinas. Ao longo da vida, não conseguimos conter o envelhecimento da pele, pois é um processo natural, mas com a tecnologia existente e hábitos de vida saudáveis podemos retardá-lo ao máximo.

As características da pele são afetadas por fatores como o envelhecimento, a radiação solar e nutrição. Estudos comprovam que a partir dos 25 anos, o organismo começa a diminuir a produção de colágeno, aparecendo marcas muito finas ao redor dos olhos e da boca. A partir dos 30 anos o corpo sofre uma perda de colágeno por volta de 1% ao ano e consequentemente as linhas de expressão se intensificam. Aos 50 anos, o corpo só produz, em média, 35% do colágeno necessário. E com a chegada da menopausa, há redução brusca do estrógeno e com isso, há um comprometimento ainda maior da estrutura da pele provocando rugas e marcas de expressões, além de flacidez, celulite (o colágeno não age diretamente na celulite, mas permite que a pele tenha mais elasticidade), cabelos quebradiços e sem brilho e unhas fracas.

Pessoas que se expõem muito ao sol, consomem cigarros ou vivenciam estresse diário tendem a iniciar este processo de perda mais cedo. Alguns nutrientes são importantes para aumentar a firmeza da pele, elasticidade e hidratação, como por exemplo: colágeno, antioxidantes (principalmente vitaminas A, C e E), carotenóides e minerais como o zinco, o silício e o selênio.

O zinco é um mineral essencial para a síntese de proteína e colágeno, manutenção do paladar e replicação celular. O colágeno é a proteína mais abundante do reino animal, sendo o principal constituinte dos ossos, pele e tecidos conectivos de todos os mamíferos. Com o avanço da idade, perde-se um pouco da flexibilidade (a “elasticidade” dos tendões e cápsulas articulares), observa-se o surgimento de rugas na pele, diminuição da densidade mineral óssea e alterações das propriedades articulares, que podem vir associadas a algumas doenças como, por exemplo, osteoporose e osteoartrose.

Uma alimentação equilibrada pode evitar perdas excessivas de colágeno. Alimentos como as carnes, principalmente as vermelhas, e a gelatina são fontes de colágeno. Entretanto, não é possível repor todo o estoque de colágeno perdido com a idade somente por meio da alimentação. A gelatina comercial é um produto protéico solúvel em água quente, obtida através de hidrólise parcial do colágeno dos ossos e tendões de animais (normalmente o boi), o que o torna bem assimilado pelo organismo humano. Devido aos diferentes métodos de produção e fontes de colágeno, a composição nutricional das gelatinas pode variar, mas de maneira geral, o alimento contém cerca de 83% de proteína, sendo deficiente em todos os aminoácidos essenciais.

Cabe ressaltar que a formação do colágeno depende, entre outras substâncias, da presença da vitamina C. A quantidade recomendada é de 5g a 10g por dia de colágeno hidrolisado misturado a 200 ml de água ou sucos. Os suplementos alimentares a base de colágeno hidrolisado são apresentados principalmente em cápsulas ou pó (considerada a melhor forma porque proporciona mais saciedade e ajuda no controle de peso). As cápsulas devem ser consumidas durante as refeições e o pó (sachê), nos intervalos.

Os produtos que aperfeiçoam a síntese de colágeno são os que contêm todos os nutrientes: vitaminas, minerais e aminoácidos. Esses sim realmente ajudam. Mas vale ressaltar que o que determina a síntese de qualquer proteína no nosso corpo não é somente a presença da matéria-prima, mas sim a necessidade do corpo daquele composto, o momento e a quantidade que esses nutrientes entram no corpo, e toda a alimentação equilibrada.

Portanto, para que a suplementação tenha efeito deverá ser consumida associada aos outros nutrientes necessários para a sua síntese e o corpo deverá dar o estímulo para que essa produção seja realizada, além de ser avaliada individualmente levando em conta as necessidades nutricionais, a rotina alimentar e os objetivos. Entre dois e três meses de consumo do suplemento já é possível perceber resultados como prevenção à celulite e estrias, flacidez e formação de rugas; melhor hidratação da pele, cabelos e unhas; enrijecimento dos tecidos da pele; aumento da tonicidade dos músculos e auxílio no controle de peso.

(*) ELYDIA BOURET é Nutricionista Rennove Graduada pela Universidade Federal de Mato Grosso.

Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente a opinião do site de notícias www.hnt.com.br

 

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Maria Clara Passos 27/05/2011

Adorei a matéria,excelente conteudo! Parabéns à nutricionista!

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