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Artigos Quinta-feira, 27 de Dezembro de 2018, 08:45 - A | A

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Quinta-feira, 27 de Dezembro de 2018, 08h:45 - A | A

Crer ou não crer, eis a questão

As crenças são conceitos e costumes que nos foram repassados por nossos antepassados

DUMARA VOLPATO*

 

Divulgação

Dumara Volpato

 

 

Estamos nos aproximando do final do Ano, período no qual costumo fazer uma reflexão a respeito dos dias vivenciados. Em meus pensamentos encontro momentos em que me senti feliz e forte e outros em que vivi dores e me senti incapaz. Diante de tal situação, me pergunto: Por que respondo de formas diferentes perante os acontecimentos?

Estudando esse assunto me deparei com as crenças. Vocês sabem o que são? E como elas agem em nosso inconsciente? É sobre esse assunto que vamos conversar hoje.

As crenças são conceitos e costumes que nos foram repassados por nossos antepassados. Elas exercem uma grande influência sobre a maneira em que olhamos a Vida. A prática das Constelações Familiares nos mostra que o nosso inconsciente está vinculado a essas crenças e a forma como reagimos aos acontecimentos da vida é influenciada diretamente por elas. Essas crenças podem ser limitantes e estimulantes, de acordo com os efeitos que produzem.

As crenças limitantes são aquelas que nos fazem acreditar que não somos capazes de realizar alguma coisa, que nos limitam de alguma forma, e elas nos levam ao julgamento e ao preconceito.  Elas separam, distanciam, opiniões e entendimentos. Ex: “Você não é capaz de fazer isso”, “Dinheiro não dá em árvore”, “Você não faz nada direito”,  “Esse menino é devagar”, “Essa menina não tem dom artístico”, etc.... Quem de nós não ouviu uma dessas frases quando criança?! Ou até depois de adulto?! E isso não é culpa de nossos pais, eles só nos passaram as convicções que receberam, algo que também acreditavam.

As crenças estimulantes são aquelas que nos levam adiante, aquelas que nos impulsionam à transformação e elas só chegam em nosso inconsciente quando nos abrimos para as novas possibilidades, quando deixamos com muito respeito aquilo que já não faz mais sentido e nos expandimos para algo novo. Elas expandem nossa compreensão e nos integram ao entendimento do outro. Elas são chaves que acionam nossa força e nos impulsionam para a realização. Ex:  Sou capaz de... Isso é possível... Tenho a possibilidade de ... Posso realizar dessa forma...

Certa vez uma pessoa levou a seguinte questão a uma constelação: ela tinha muita vontade de iniciar uma faculdade, tinha condições financeiras e tempo para dedicar ao estudo, porém, toda vez que ela tomava a decisão de efetuar a sua matrícula, algo acontecia e ela então não conseguia de fato realizar o que se propunha. Aquela situação a deixava muito triste, pois era um sonho dela. Com muito esforço ela se matriculou e durante o curso encontrou muita dificuldade, pensou em parar várias vezes. Na constelação apareceu que seus antepassados lidavam com a terra, eram pessoas que não tinham posses e, por isso, trabalhavam muito sem ter tempo de frequentar a escola.  Ela contou, então, que seu avô era uma pessoa que queria estudar, eles moravam no sítio e havia uma escola perto, entretanto, seu bisavô não permitiu, dizendo que ele era filho de peão de fazenda, tinha que trabalhar, pois não possuía “cabeça para estudar”. E assim, essa informação foi passada a sua mãe, que era filha dele, e sua mãe, por sua vez, falava para ela desde pequena: “Você não tem cabeça para estudar”. E isso refletia em um mau desempenho escolar vivenciado por ela.

No momento em que ela percebeu a força dessa mensagem em seu subconsciente, ela pode se despedir dessa crença, percebendo que já não mais fazia sentido levar aquilo adiante, afinal, os tempos são outros e não era mais necessário acreditar naquelas palavras. 

A partir daquele momento ela viu que era possível fazer diferente dos seus antepassados e que isso não a fazia melhor e nem pior que eles, apenas diferente. O final dessa história foi feliz, ela foi a primeira pessoa da família a ter um curso superior, pude participar da sua formatura e perceber uma transformação de conceitos, o que facilitou inclusive a vida de seu filho, que também esta cursando faculdade hoje.  Esse foi um exemplo pequeno do que as crenças são capazes de fazer.

Nós podemos descobrir quais as crenças limitantes que atuam em nosso subconsciente, deixá-las com respeito, sabendo que não são mais necessárias para o nosso contexto atual e abrindo-nos para que algo novo chegue. Como? Fica uma dica:

Pare para pensar um pouquinho: Há algo que quero muito fazer e ainda não fiz? Por quê? Silencie seu interior e faça um mergulho na sua infância. Tome consciência dessa crença. Questione-se: Isso ainda é necessário? Veja que já não faz mais sentido e compreenda que hoje você pode pensar diferente. Afinal, como diria o poeta: “cada ser em si carrega o dom de ser capaz e ser feliz”.

(*) DUMARA VOLPATO é advogada e Terapeuta em Constelação Familiar  com Curso em Hellinger Sciencia pelo Instituto Hellinger do Brasil; Formação em Constelação Familiar pelo Instituto CreSer de Campo Grande – MS; Curso de Aprofundamento em Novas Constelações e Curso de Análise Transacional pelo Instituto de Constelações Familiares Brigitte Champetier; e Praticante Profissional de Cura Reconectiva e Reconexão, pelo The Reconection, Califórnia – EUA. E-mail: [email protected]

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