Em maio de 2020, durante os primeiros meses da pandemia de Covid-19, a dona de casa Elaine Celoi Line Gatto, hoje com 57 anos, recebeu uma notícia que mudaria sua vida. Residente em Canarana, em Mato Grosso, ela identificou dois nódulos na mama esquerda durante um ultrassom, apenas seis meses depois de uma mamografia sem alterações. A biópsia confirmou o diagnóstico de câncer de mama.
O resultado trouxe medo e incertezas, mas também marcou o início de uma longa jornada. Foram 16 sessões de quimioterapia, seguidas de cirurgia para retirada da região onde estavam localizados os tumores. O tratamento apresentou resposta positiva, com desaparecimento das lesões identificáveis nos exames.
“Foi um momento de medo, dúvidas e muitas incertezas. De repente, eu me vi diante de uma batalha que nunca imaginei precisar enfrentar. Mas, mesmo com o coração apertado, precisei encontrar forças para seguir em frente”, conta.
O acompanhamento oncológico foi conduzido pelo oncologista do Hospital São Mateus, Tiago Cerzosimo de Oliveira, enquanto o mastologista Luís Fernando Corrêa de Barros foi responsável pelo procedimento cirúrgico. Mesmo após a resposta favorável à quimioterapia, a operação permaneceu como parte da estratégia terapêutica.
Tratamento individualizado
De acordo com o especialista, a abordagem do câncer de mama considera as características do tumor, a extensão da doença e a resposta às diferentes terapias. Em determinadas situações, a combinação de procedimentos é fundamental para reduzir o risco de recorrência.
“A resposta à quimioterapia pode ser muito positiva, mas isso não significa que as demais etapas possam ser dispensadas. Cada modalidade tem uma finalidade específica, e a definição da melhor estratégia depende das condições de cada paciente”, afirma.
Após a cirurgia, a paciente realizou 30 sessões de radioterapia, completando aproximadamente um ano de tratamento. Em 2021, iniciou a hormonioterapia com tamoxifeno, medicamento indicado para determinados tipos de tumores. A previsão, segundo seu relato, é manter o uso por sete anos.
O caso também evidencia a importância de investigar alterações suspeitas, mesmo quando exames anteriores não apontaram problemas. Embora seja uma ferramenta importante para a detecção precoce, a mamografia não identifica todos os casos, tornando necessária uma avaliação complementar diante de sinais ou achados que mereçam investigação.
“Um exame anterior sem alterações não deve ser motivo para ignorar um novo sinal suspeito. A investigação adequada permite identificar a doença e definir o tratamento no momento oportuno, ampliando as possibilidades de sucesso terapêutico”, pontua o oncologista.
A história ganha destaque durante o Outubro Rosa e neste 19 de outubro, Dia Mundial de Combate ao Câncer de Mama, data dedicada à conscientização sobre a doença e à importância do acesso ao diagnóstico e ao tratamento.
Hoje, ao recordar os desafios enfrentados, Elaine reconhece a importância do acompanhamento médico e da força que encontrou para atravessar cada etapa. A experiência também transformou sua maneira de enxergar a vida.
“Aprendi a valorizar cada dia, cada abraço, cada momento e cada pequena conquista. Mas o câncer não escreveu o final da minha história. Eu continuei. E continuo escrevendo minha história, um dia de cada vez”, relata.
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.










