O candidato ao Senado Pedro Taques (PSB) afirmou neste domingo (4) que não descarta terminar a eleição em quinto ou sexto lugar, mas demonstrou confiança de que o resultado das urnas será diferente do cenário apontado pelas pesquisas eleitorais. Ele votou em Cuiabá, em uma escola instalada dentro da Arena Pantanal.
Ao comentar sua posição nos levantamentos divulgados durante a campanha, Taques afirmou que os números representam apenas o momento da disputa e citou o caso do deputado estadual Eduardo Botelho (MDB), seu amigo, para defender que pesquisas não determinam o resultado da eleição.
“Eu creio que esses números vão se repetir nas urnas. A pesquisa mostra o momento. Todos esses institutos davam que Botelho, meu amigo, ganharia no primeiro turno e ele não foi nem para o segundo turno”, declarou.
Na sequência, o candidato afirmou que o resultado das urnas será a principal referência. Taques também afirmou que encara a possibilidade de terminar a disputa em posições abaixo das primeiras colocações sem considerar isso um problema pessoal.
“As pesquisas mostram o momento. A melhor pesquisa é a que vai sair às 17 horas. Pode até ser que eu termine em quinto, sexto. A democracia exige isso”, afirmou.
Ao avaliar a própria campanha, Taques afirmou que percorreu Mato Grosso para apresentar propostas e aproveitou para provocar adversários. Apesar da disputa, o candidato adotou um discurso de incentivo à participação eleitoral e disse que não pediria votos no local de votação.
“O melhor possível. Nós caminhamos o Estado todo, mostramos propostas, propostas e também mostramos que muitos adversários são adversários só da internet. Independente de quem votar, eu não posso pedir voto, não vou pedir voto, vou cumprir a lei, como sempre fiz na minha vida”, declarou.
A votação do primeiro turno ocorre neste domingo (4), das 7h às 16h, no horário de Cuiabá, e os eleitores escolhem presidente, governador, dois senadores e deputados federal e estadual. Questionado sobre as principais bandeiras caso seja eleito, Taques citou o combate à corrupção, a defesa da democracia e o enfrentamento às facções criminosas. Durante a entrevista, Taques também fez uma declaração envolvendo os filhos de um adversário, ao falar sobre os planos após a eleição.
“Se for pela vontade de Deus e do povo de Mato Grosso, eu serei eleito. Combate à corrupção, defesa da democracia e combater as facções com muita força. É isso que nós precisamos no Brasil. Eu vou terminar dando um abraço à minha filha e vou sair com ela para viajar. E minha filha não está correndo risco de ser presa. Essa é a minha felicidade. Diferente dos filhos dele que estão correndo risco, por culpa dele, de ser preso”, afirmou.
Taques não detalhou, durante a fala, a que situação específica se referia. A declaração ocorreu após ser questionado sobre o encerramento da campanha. O também adovogado, afirmou que pretende retomar a advocacia após a votação. Segundo ele, passou cerca de 45 dias afastado da atividade profissional durante a campanha.
“Amanhã, às oito da manhã, eu volto a trabalhar. Eu sou advogado, preciso pagar a conta. Eu passei muito tempo fora da advocacia, 45 dias. Eu vou trabalhar normalmente”, declarou.
Sobre a eleição presidencial, Taques afirmou acreditar na possibilidade de vitória de Luiz Inácio Lula da Silva ainda no primeiro turno, embora tenha reconhecido que a realização de um segundo turno depende do resultado das urnas.
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