O professor Breno Antônio Humberto de Moraes, de 25 anos, morreu em decorrência de choque hemorrágico após sofrer 13 golpes, com lesões profundas no pescoço e no abdômen e três cortes na genitália externa. A Polícia Civil investiga se a violência empregada contra a vítima caracteriza tortura e se houve emprego de meio cruel no homicídio ocorrido em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá.
A causa da morte foi confirmada pelo delegado Bruno Abreu, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em declaração ao HiperNotícias nesta quarta-feira (14). Segundo ele, a hemorragia aguda foi provocada principalmente por lesões nos vasos sanguíneos do pescoço e do abdômen.
Na avaliação do delegado, a quantidade, a localização e a natureza dos ferimentos demonstram violência extrema. Abreu afirmou que há elementos que podem sustentar a hipótese de emprego de meio cruel, circunstância que pode qualificar o homicídio.
Além dos ferimentos em regiões vitais, o laudo identificou três lesões cortantes na genitália externa de Breno. Segundo Abreu, os ferimentos foram classificados como cortantes, e não como perfurocortantes.
O delegado afirmou que os cortes podem indicar sofrimento intencional e precisam ser investigados para esclarecer a finalidade da agressão. Entre as hipóteses consideradas está a possibilidade de tortura, inclusive para obtenção de informações.
Abreu ressaltou, no entanto, que a tortura ainda não está comprovada pelo laudo. A investigação deverá analisar os demais elementos do caso para esclarecer as circunstâncias das agressões e definir o enquadramento criminal.
O serralheiro Elias Samuel Delgado da Silva está preso temporariamente por suspeita de envolvimento no homicídio. Questionado pelo HiperNotícias se Elias estava presente no momento do crime, Abreu afirmou que a investigação sustenta que sim.
Breno estava desaparecido desde 26 de setembro. O corpo foi encontrado em 8 de outubro, em uma área de terreno baldio no bairro 13 de Setembro, em Várzea Grande.
A Polícia Civil continua apurando a motivação do crime, a dinâmica das agressões e a possível participação de outras pessoas. A hipótese de tortura e a eventual aplicação de qualificadoras ainda dependem da análise dos elementos reunidos na investigação.
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