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Mundo Quinta-feira, 09 de Julho de 2026, 14:30 - A | A

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Quinta-feira, 09 de Julho de 2026, 14h:30 - A | A

Irã acusa Catar, Jordânia, Arábia Saudita e Emirados Árabes de apoiarem novos ataques dos EUA

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O Irã afirmou nesta quinta-feira, 9, que considerará alvos legítimos quaisquer países que deem apoio às operações militares dos Estados Unidos contra seu território, enquanto a diplomacia iraniana mantém contatos com governos da região para discutir a escalada das tensões.

Em publicação da agência estatal iraniana Fars News no Telegram, citando fontes militares e dados de serviços de rastreamento de voos, Teerã alegou que caças americanos receberam apoio logístico a partir de bases no Catar, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Jordânia durante os ataques das últimas 48 horas. A reportagem também menciona o suposto emprego de aviões-tanque e o uso de bases militares americanas nesses países. As alegações não foram corroboradas de forma independente, e, segundo a própria publicação, os Emirados Árabes Unidos não confirmaram nem negaram o suposto envolvimento.

Ainda segundo a Fars, os ataques americanos atingiram infraestruturas ligadas ao setor ferroviário, petrolífero e aeroportuário do Irã. A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês) declarou que "qualquer origem de apoio às forças americanas para ataques contra a soberania e o território do Irã será considerada um alvo legítimo" das Forças Armadas iranianas.

A publicação também cita o porta-voz da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento iraniano, Ebrahim Rezaei, segundo o qual instalações marítimas, ferroviárias, aeroportuárias e dos setores de petróleo e gás na Arábia Saudita, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Catar, Jordânia e Bahrein poderão ser alvo de uma resposta iraniana caso esses países deem suporte às operações americanas.

Em paralelo, o Ministério das Relações Exteriores do Irã informou que o ministro Abbas Araghchi conversou por telefone com o ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Faisal bin Farhan, para discutir os desdobramentos da crise regional após os ataques dos Estados Unidos.

(Com Agência Estado)

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