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Esportes Quinta-feira, 02 de Abril de 2015, 09:07 - A | A

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Quinta-feira, 02 de Abril de 2015, 09h:07 - A | A

Hoje completa um ano de incertezas da Arena Pantanal

CRAQUES DO RÁDIO

Marcos Lopes/HiperNotícias

Arena Pantanal/Cuiabá/Copa 2014/externa

 

Em 2 de abril de 2014 Mixto e Santos-SP inauguravam a Arena Pantanal, em Cuiabá, com um empate sem gols. Era o primeiro evento teste do estádio construído para a Copa do Mundo. Um ano depois, quase que abandonada, gerando uma despesa anual estimada de R$ 7 milhões ao Governo do Estado e dependendo de grandes eventos entre clubes da Série A para levar mais de 30 mil torcedores, o estádio vai seguindo sua sina de um ‘elefante branco’. Momento de se debater qual o melhor caminho para esta obra monumental que tanta polêmica gerou desde sua construção. Até agora, os responsávbeis não definiram qual o seu destino: privatização? Parceria Público Privada (PPP) ou regime de concessão por comodato?

Em sua apresentação para o regime de concessão à iniciativa privada o Governo do Estado detalha os motivos que justificariam a privatização:

“1.Não é função primordial do Estado a administração de Estádios de Futebol/Arenas Multiuso; A prática requer gestão profissional, expertise e agilidade negocial para o aproveitar oportunidades de mercado;

O Estado receberá um valor de outorga mínimo estimado de R$ 3.1 milhões anualmente, equivalente a 84 milhões em 30 anos no valor presente;
O Estado deixará de desembolsar o valor estimado de R$ 7.560.000,00 anualmente com manutenção e operação;
O Estado deixará de investir em atualização de capital (patrimônio) o montante de R$ 190 milhões no valor presente, ao longo dos 30 anos;
O empreendimento em pleno funcionamento tem potencial para gerar uma receita anual de impostos (IR, IPTU, ICMS, PIS+COFINS, ISSQN) de R$ 5.549.000,00;
É o que relata o documento de 56 páginas, concluído em 2014, após a Copa do Mundo. O documento foi formatado por Gisele Castanha Fontes, Nelson Corrêa Viana, Paulo Fernandes Rodrigues, Paulo Sérgio Ferreira, integrantes da Comissão Especial de Concessão do Complexo da Arena Pantanal.

O mais novo estádio de futebol de Mato Grosso, logo em sua abertura não teve inauguração à altura do valor da obra. A bola rolou sem a presença da presidente da República, Dilma Rousseff, que deu pontapé inicial em outras arenas que iriam receber jogos da Copa do Mundo de 2014.Na partida de debute contra o Peixe da Vila Belmiro, o experiente Ruy Cabeção, hoje meia do Operário, e o meia-atacante Juliano Fogaça, atualmente defendendo o Dom Bosco, estavam em campo. Os dois atletas, ambos foram contratados para reforçar o Alvinegro da Vargas no torneio nacional.Cabeção deixou o clube que está defendendo hoje e Fogaça foi contratado junto ao Sinop, após ter sido o artilheiro do Estadual daquele ano com 5 gols marcados.

Após o empate sem gols entre Mixto e Santos pela Copa do Brasil, o local recebeu outras partidas antes da chegada da Copa do Mundo, como Luverdense x Vasco da Gama pela Série B; Cuiabá x Internacional; e Atlético-MG x Santos, todos com boa presença de público. Mas, após a Copa a Arena voltou à dura realidade do futebol de um estado considerado periférico pela mídia especializada. Do Mundial até o fechamento da temporada passada, às exceções foram os jogos em que Corinthians e Flamengo estiveram em campo. Em agosto, o Timão encarou o Bragantino pela Copa do Brasil com um público estimado em quase 30 mil torcedores. Logo em seguida, em setembro, foi a vez do Flamengo, enfrentando o Goiás, mais uma vez um com grande público.

Com Luverdense na Série B, Cuiabá na C e o Operário na D, a Federação Mato-grossense de Futebol (FMF) sugeriu a realização de rodadas duplas na Arena. Mas, as partidas não atrairam o torcedor ao estádio.

Três fatos marcaram de forma negativa o novo estádio de Cuiabá. Os dois primeiros foram nos jogos entre Corinthians e Vitória pelo Brasileirão e Brasil e Bolívia em jogo amistoso das seleções olímpicas, em outubro. Em ambos, não havia água no reservatório. Jogadores, membros das respectivas comissões técnicas e arbitragem deixaram a Arena Pantanal sem tomar banho. Episódio muito criticado por todos.

No último jogo disputado na Arena Pantanal em 2014 ocorreu no final de novembro, com o jogo entre São Paulo e Santos, pela penúltima rodada do Brasileirão e o que mais marcou foi a morte de um cavalo da Polícia Militar. O animal foi vítima de um forte choque elétrico em função de fiação mal instalada.

Passada a temporada de 2014, a expectativa ficava para a realização dos jogos dos times de Baixada Cuiabana válidos pelo Campeonato Mato-grossense deste ano. É a primeira vez que jogos do Estadual são realizados na Arena Pantanal. Mas mesmo com o torneio regional estar chegando na sua reta decisiva, a presença do público é decepcionante.

Decepção nas arquibancadas, contentamento dentro de campo. Jogadores, técnicos e trio de arbitragem são só elogios à condição que a Arena Pantanal proporciona aos profissionais da bola. Gramado de ótima qualidade, dimensão para jogos abertos e segurança paa quem conduz a partida.

Com um espaço dessa magnitude, agora cabe aos dirigentes do futebol regional encontrar meios para fazer com que o torcedor passe a ir a Arena Pantanal com maior frequência e em bom número.

Para o presidente do Cuiabá Esporte Clube, Aron Dresch, a construção da Arena Pantanal mudou pouco a dura realidade do futebol profissional de Mato Grosso. “Nos deram um belíssimo palco, mas ainda faltam os artistas. Estamos trabalhando e não medimos esforços para reverter esse quadro de descrença do torcedor com os times daqui, do nosso Estado”, disse o dirigente, lembrando que a modalidade carece de bons valores para atrair o público às arquibancadas.

De acordo com Dresch, o novo estádio se tornou novidade no período em que recebeu jogos válidos pela Copa do Mundo e a vinda de grandes clubes do futebol brasileiro. “Quando se trata das equipes locais, para o torcedor, não há novidade, infelizmente”, lamenta Aron.

Já o secretário adjunto de Esportes e Lazer de Estado, Pedro Luiz Sinohara, afirma que a construção da Arena Pantanal fez com que Mato Grosso passasse a ter um dos seus principais cartões postais na atualidade. Segundo ele, toda a área em que envolve o novo estádio ganhará novas adequações, com as construções de pistas de caminhada, skate, quadra de basquete entre outros espaços de lazer e esportivo.

Sinohara ressalta que hoje toda a área externa da Arena está desordenada em função do imbróglio que envolve a empresa responsável pela construção do estádio, que ainda não está totalmente construído. “A empresa responsável deixou muita coisa por fazer. Resolvendo isso, vamos ter um dos melhores espaços para futebol e lazer do Brasil”, finalizou.

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Carlos Nunes 02/04/2015

Dizem que privatização/terceirização é simplesmente o Atestado de Incompetência Gerencial dos governos; gastam uma dinheirama para fazer a obra (no caso a Arena Pantanal) e depois dão para a iniciativa privada encher os bolsos até fofar, por uns 30 anos. Isso significa que...nas mãos do governo o negócio não rende, só dá prejuizo, aí quando assume a iniciativa privada "milagrosamente" o negócio começa a dar lucro prá burro. É evidente que o caso da Rede Cemat esculhambou essa teoria, pois depois de muito tempo da privatização, o negócio faliu e tiveram que repassar depressinha para a Energisa, pois tinham uma dívida muito alta. O que vai significar a privatização/terceirização da Arena Pantanal...bem, significará que um grupo empresarial que só visa LUCRO, MUITO LUCRO, vai pegar o negócio, ganhar dinheiro, passar uma parte para o Estado e ficar com a parte maior - nós vamos pagar a conta duas vezes A PARTE DO GOVERNO + A PARTE DO LUCRO DA EMPRESA. Se não privatizasse pagariamos só A PARTE DO GOVERNO. Os novos donos vão fazer de tudo para ganhar MUITO DINHEIRO: futebol, shows, etc. Discordo do item 1 desta matéria que diz: Não é função primordial do Estado a administração de Estádios de Futebol/Arenas Multiuso; a prática requer gestão profissional, expertisse e agilidade negocial para aproveitar oportunidades de mercado. Não era função primordial do Estado...CONSTRUIR A ARENA PANTANAL...deveria ter construído, isso sim, mais HOSPITAIS, POSTOS DE SAÚDE PARA O POVO, MAIS ESCOLAS, MAIS CADEIAS E PRESÍDIOS, pois as competências constitucionais primordiais envolvem a SAÚDE, A EDUCAÇÃO E A SEGURANÇA. Quanto a gestão profissional, expertisse e agilidade negocial, o governo teria que nomear uma pequena Diretoria técnica para administrar a Arena (já que construiu); contratar de fora um empresa especializada em administração de Estádios, para repassar, para esse Equipe técnica nomeada, o KNOW-HOW (conhecimento). Em um ano de transferência de KNOW-HOW, a equipe estaria apta para gerir com as próprias pernas (como diz o ditado) a Arena Pantanal muito bem.

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