"É condenável. É inacreditável. O meu pensamento imediato é: a direção deve continuar? As pessoas envolvidas devem ser suspensas de imediato. Isso é muito, muito sério. Acho isso verdadeiramente revoltante", afirmou o ex-dirigente que comandou o clube entre 1998 e 2003.
"Há uma linha de pensamento entre os advogados que passa por negar, negar e negar, mas este é um clube de futebol integrado numa liga e toda a credibilidade dessa mesma liga está aqui em causa. Não sou advogado, mas vejo isto como algo tão sério que vai além das autoridades do futebol", completou.
A comissão independente que cuida do caso considerou a equipe de Manchester culpada em 114 das 115 acusações analisadas, segundo o jornal espanhol Sport. Neste cenário, o clube poderá recorrer, mas o prazo termina nesta sexta-feira, dia 2.
O ex-dirigente foi além em seu discurso e defende que as punições aplicadas não podem limitar-se ao aspecto financeiro. "As sanções não podem ser apenas financeiras, têm de ir muito além disso. Se o recurso falhar, o Manchester City não pode continuar na Premier League, tem de sofrer. E digo isto na qualidade de torcedor", afirmou.
A punição será, agora, analisada numa nova audiência da comissão independente. O processo continuará a ser privado e confidencial até que a publicação do resultado seja autorizada. A Premier League trabalha para que todo o processo, incluindo eventuais recursos, seja concluído o mais breve possível.
(Com Agência Estado)
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