O estudo simulou a inserção de 4,5 GW de sistemas Battery Energy Storage System (BESS, do inglês Battery Energy Storage System) com quatro horas de duração e avaliou seus efeitos sobre a operação do Sistema Interligado Nacional (SIN). "Embora grande parte dos benefícios econômicos recaia sobre consumidores, a regra legal estabelece tratamento específico para o rateio dos custos da contratação de sistemas de armazenamento entre geradores", apontou a entidade.
Segundo o levantamento, o BESS vai reduzir o desperdício de energia de fontes hidrelétricas, reduzindo o custo de risco hidrológico (GSF) em R$ 660 milhões por ano, em média. Esse valor hoje é custeado pelos consumidores regulados. O corte de energia de fontes solares e eólicas (curtailment) também é reduzido, em até R$ 550 milhões ao ano.
"A redução do curtailment é um efeito colateral benéfico, mas não o fundamento do leilão. É essa distribuição de benefícios que precisa entrar na discussão sobre custeio", afirmou Fabio Lima, diretor-executivo da ABSAE.
Outra perspectiva é o papel das baterias em possivelmente reduzir o acionamento de usinas termelétricas menos flexíveis, que ficariam ligadas por períodos mais longos que o estritamente necessário. Segundo o estudo, esse processo permite a redução de quatro parcelas de encargos pagos por todos os consumidores - os encargos de serviços do sistema.
Em junho, o Ministério de Minas e Energia (MME) publicou portaria que fixa as regras iniciais para a inédita contratação de sistemas de baterias. Na prática, serão dois leilões, nos dias 2 e 4 de dezembro. O primeiro prevê conteúdo nacional, e o segundo, sem esta restrição. Serão contratados projetos para garantir potência (capacidade de entrega instantânea de energia) a partir do armazenamento de energia elétrica.
(Com Agência Estado)
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