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Cidades Domingo, 09 de Outubro de 2022, 17:20 - A | A

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Domingo, 09 de Outubro de 2022, 17h:20 - A | A

ACIMA DE 5,5 METROS

Veículos com altura excessiva causam prejuízos diários às redes de energia elétrica e telefonia

Quando isso acontece, o resultado é quase sempre o mesmo, casas sem energia elétrica, sem telefone, postes no chão e outros danos.

MÁRCIA TOMAZ
Da Redação

Quase todo dia em algum lugar de Cuiabá ou em qualquer município do Estado, um caminhão de grande porte enrosca nos fios da rede de energia ou cabo de telefonia e arrasta tudo, chegando a derrubar postes de alta de tensão e padrões das residências. Quando isso acontece, o resultado é quase sempre o mesmo: casas sem energia elétrica, sem telefone, postes no chão e outros prejuízos.

Na última semana, em Várzea Grande, um caminhão com altura acima do permitido trafegava pelas ruas do bairro Jardim dos Estados e se enroscou nos cabos de telefonia e energia, quando acabou derrubando um poste e deixando centenas de moradores sem energia elétrica.

Em Cuiabá, na região do bairro Jardim das Palmeiras, a situação não é diferente. Um outro caminhão com altura excessiva se enroscou no fio da rede elétrica e arrastou os cabos. O caminhão não parou e, no arranque, acabou derrubando o padrão de energia de uma residência.

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Ainda em Cuiabá, na esquina entre a avenida do CPA e a rua da Cereja, no bairro Bosque da Saúde, um caminhão que trafegava na via, ao fazer a curva, enganchou-se nos cabos de internet e arrastrou os fios. No local, ainda é possível ver vários cabos soltos, alguns amarrados em árvores, o que pode significiar inclusive risco a veículos e pedestres que passam por ali.

Mas o que fazer quando o padrão da residência é derrubado no chão? O que fazer quando o poste da energia elétrica de alta tensão vai parar no chão? O caminhão é culpado por isso?

Depende da situação. Conforme a regulamentação da concessionária de energia Energsia, a rede elétrica tem três níveis de altura mínima de padronização que devem ser respeitadas.

Para as rodovias federais, com tráfego de veículos pesados de grande porte, é obrigatório no mínimo 7 metros de altura. Em vias rurais, onde haja tráfego de máquinas agrícolas, 6 metros. Para ruas e avenidas em locais de tráfego de veículos pequenos, restrito a caminhões, 4,5 metros.

Essas alturas devem ser medidas da parte mais baixa da rede, normalmente no ponto médio entre dois postes, já que os fios fazem uma curva para baixo devido ao próprio peso.

Em Cuiabá, segundo a Secretaria de Mobilidade Urbana de Cuiabá (Semob), a altura máxima permitida para veículos com carrocerias e suas cargas são de 5,5 metros, seja nos bairros como na região central da cidade. Ou seja, mesmo na rede mais baixa, o caminhão deveria passar sem problemas.

O diretor de trânsito da Semob, Michel Diniz, explica que acima de 4,4 metros de altura, o motorista deve procurar a Semob para protocolar um pedido de Autorização Especial de Tráfego (AIT), para poder trafegar nas vias públicas da cidade.

Conforme a Semob, em caso de prejuízos financeiros, em que o caminhão excedeu a altura limite, o morador prejudicado deve procurar um acordo administrativo com o proprietário do caminhão. Caso não haja saída, também pode entrar com ação na Justiça e cobrar os prejuízos financeiros.

Em relação à rede de telefonia, deve vir abaixo da rede de alta tensão. Quando um caminhão passa por baixo de uma rede dessas, com altura da carga dentro da lei, o caminhoneiro tem certeza que o caminhão vai passar sem problemas. Porém, se a rede está fora do padrão, o caminhão acaba enroscando e derrubando os postes. Nesse caso, a culpa é exclusivamente da empresa responsável pela rede de telefonia.

Caso o caminhão esteja em um local que não permite tráfego desses veículos, ou com carga acima da altura permitida, a culpa recaí sobre o motorista e a empresa.

“Essa altura mínima precisa ser garantida, isso é normal. Todos os projetos devem seguir esse padrão de altura. No poste, são duas redes, a média e a baixa tensão, a rede de telefonia vem abaixo da rede de energia. Tem espaço especifico para ela, mas, para uso da operadora, precisa de projeto com aprovação da concessionária”, explica o coordenador de construção e manutenção da Energisa, Ricardo Rubira.

O coordenador comenta que já foram retirados mais de 4 toneladas de cabos de telefonia desativados dos postes em todo o Estado.

A Energisa orienta o consumidor que em casos de derrubada de poste ou padrão das residências, o primeiro passo é, se houver cabo caído no chão, isolar a área para que ninguém tenha contato, pois o cabo pode estar energizado. O segundo passo é acionar a Energisa.

Ricardo explica que, no caso de quebra de postes, a Energisa fará a substituição e, posteriormente, a cobrança ao responsável pelo acidente. Com relação aos padrões das residências, a Energisa não faz a substituição, por tratar de instalação particular de cada unidade consumidora. O cliente deve providenciar a substituição e, se for o caso, cobrar o dano ao responsável da mesma forma.

A empresa adverte ainda que, em caso de colisão de veículos em postes da rede de energia elétrica, a população não deve tocar ou se aproximar de cabos rompidos, ou caídos ao solo e das partes metálicas dos veículos, para evitar choques elétricos.

OPERAÇÃO CARGA PESADA

A Semob deu início no dia 29 de setembro à 'Operação Carga Pesada', que fiscaliza a circulação de veículos de carga e operação de carga e descarga em Cuiabá. Em uma semana, já foram abordados 48 caminhões, sendo 32 autuados.

A Pasta disponibiliza um canal de atendimento exclusivo para denúncia de veículo de grande porte circulando em bairros e região central da cidade com altura acima do limite permitido, por meio do telefone (65) 9 9235-6950.

Conforme o artigo 12 da legislação vigente, podem ser aplicadas penalidades que variam desde a advertência, a multa, assim como – apreensão e remoção do veículo e até a cassação do alvará de licença e funcionamento.

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