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Cidades Sexta-feira, 23 de Outubro de 2026, 12:51 - A | A

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Sexta-feira, 23 de Outubro de 2026, 12h:51 - A | A

INADIMPLÊNCIA

Endividamento sobe em Cuiabá e atinge mais de 210 mil famílias

O índice chegou a 83,9% em setembro, enquanto a inadimplência recuou para 15,5%; cartão de crédito é a principal modalidade de dívida

DA REDAÇÃO

Marcello Casal JrAgência Brasi

Cédulas de R$ 50 do Real, moeda brasileira.

Cédulas de R$ 50 do Real, moeda brasileira.

Após uma sequência de quedas, o índice de endividamento das famílias em Cuiabá subiu de 83,5% em agosto para 83,9% em setembro, registrando a segunda alta consecutiva. O levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revelou, ainda, que mais de 210 mil famílias estão endividadas na capital.

Os dados apurados pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT) também mostram que 46,2% dos entrevistados se consideram pouco endividados, enquanto apenas 8% se declaram muito endividados.

Segundo o presidente da Fecomércio-MT, Sebastião Gonçalves, o Tião da Zaeli, o elevado percentual de famílias endividadas demonstra a importância do crédito na gestão do orçamento doméstico. “A evolução do indicador mostra que o crédito continua desempenhando papel relevante na organização financeira das famílias cuiabanas, seja para antecipar o consumo ou para administrar despesas ao longo do tempo”.

*Inadimplência recua, mas famílias ainda enfrentam dificuldades para pagar dívidas*

Apesar do aumento do endividamento, o percentual de famílias inadimplentes caiu de 16,3% em agosto para 15,5% em setembro. O cartão de crédito continua sendo a principal modalidade de dívida, citada por 87,5% dos entrevistados. Em números absolutos, cerca de 39 mil famílias disseram ter contas em atraso.

Sobre o resultado, Tião da Zaeli avalia que “a redução das famílias com dívidas atrasadas representa um sinal favorável para a capacidade de pagamento, embora a parcela que não espera conseguir quitar seus débitos ainda revele a existência de restrições financeiras relevantes”.

Entre as famílias cuiabanas, 6,4% afirmaram que não conseguirão quitar as contas em atraso, percentual ligeiramente inferior aos 6,5% registrados em agosto.

Ao analisar esse indicador, o presidente da Fecomércio-MT destacou a dificuldade de parte das famílias em regularizar as dívidas e equilibrar o orçamento doméstico.

“O percentual de famílias que não terão condições de quitar integralmente os débitos em atraso evidencia que o principal desafio não está apenas no acesso ao crédito, mas na capacidade de transformar renda corrente em pagamento das obrigações acumuladas.”

*Dívidas de longo prazo podem influenciar decisões de consumo*

Em relação ao tempo de permanência no endividamento, 39,1% dos entrevistados informaram estar nessa situação há mais de um ano. Outros 34,1% disseram ter dívidas há um período de três a seis meses, enquanto 16,8% relataram estar endividados há até três meses. Já 9,3% afirmaram estar nessa condição há um período de seis meses a um ano.

Conforme análise do IPF-MT, a permanência prolongada no endividamento indica que, para uma parcela das famílias, o comprometimento financeiro vai além de uma dificuldade pontual e pode influenciar as decisões de consumo por períodos mais longos.

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