Cidades Sexta-feira, 23 de Dezembro de 2011, 18:00 - A | A

Sexta-feira, 23 de Dezembro de 2011, 18h:00 - A | A

CEIA DE NATAL

Consumidores deixam compras para última hora e resultado é desconforto e correria

Muitos clientes dizem ter levado “susto” ao passar pelas gôndolas dos supermercados e constatar valores altos dos itens básicos para a ceia de Natal

HÉRICA TEIXEIRA
herica@hipernoticias.com.br

Mayke Toscano/Hipernoticias

Consumidores reclamam dos altos preços nos itens para a ceia de Natal, no entanto, não abrem mão de qualidade e variadade na mesa; supermercados vão ficar abertos no sábado até às 20 horas
Quem deixou para fazer compras nos supermercados de Cuiabá na última hora vai enfrentar filas e desconfortos para adquirir produtos para a ceia de Natal. Os “atrasados” correm riscos de adquirir produtos com qualidade que não correspondem as expectativas.

O gerente do supermercado Comper, localizado na Avenida Historiador Rubens de Mendonça, Edilson da Silva, disse que o estabelecimento sempre se prepara para estas datas, mas o tumulto é inevitável e os clientes sempre deixam para a última hora.

“A semana do Natal, especialmente os três dias que antecedem a data festiva, é sempre muito lotado o supermercado. Já tivemos grande fluxo de pessoas, mas ainda sabemos que recorde de clientes vão ser registrados no dia 24 de dezembro. É uma característica do brasileiro deixar para a última hora, uns por opção, outros porque não teve condições de irem às compras antes”, apontou.

Os supermercados da Capital vão funcionar até às 20 horas no sábado (24) e no domingo não irão abrir.

Edilson disse que para esta época foi contratado profissionais terceirizados para atender a alta demanda. O mercado varejista da região central de Cuiabá conta com 230 funcionários, mas para esta época do ano o quadro se eleva para 260 pessoas. “Aumentar o número de funcionários faz parte da estratégica do supermercado. Contratamos para a frente de caixa (atendimento) e operacional (abastecimento)”, pontuou.

O gerente do Comper disse que metas é que vendas para este ano cresçam 15% em relação ao ano passado . Edilson complementou ainda que os preços dos produtos da ceia se mantiveram e não teve aumentos.

No entanto, para os consumidores a ceia de Natal vai pesar no orçamento e muitos terão que fazer “manobra” para não abrir mão de bons produtos e qualidade na mesa.

A reportagem foi a um supermercado de Cuiabá para acompanhar alguns clientes em compras e a constatação é que para muitos a ceia de Natal vai ser mais cara, mas muitos não abrem mão de bons produtos e diversidade na mesa.

A enfermeira Ellen Sousa disse que os preços estão mais elevados, se comparados com 2010, mas ela e sua mãe, a professora Cirene Sousa, não vão deixar de adquirir bons produtos. “Natal é uma vez no ano. Estamos aqui no mercado e sabemos que vamos gastar um pouco a mais. Mas não podemos deixar de fazer uma ceia gostosa, vamos ter que investir mais”, argumentaram mãe e filha.

Para a aposentada Maria Helena Mello, os preços realmente estão mais altos, mas que isso não vai mudar os planos da ceia. “Os valores dos produtos estão um pouco mais altos, mas no natal da nossa casa terão todos os produtos de natais anteriores”, frisou.

A dona de casa Ireni Barros Andrade, apontou que sua ceia de natal vai sofrer algumas mudanças, tudo porque foi preciso fazer readaptações já que tem muitos produtos básicos que estão com os preços elevados.

“Eu tive que optar por produtos mais baratos, deixei de comprar uma marca tradicional para comprar outra desconhecida. Essa opções eu fiz na hora de escolher aves e panetones”, avaliou.

Contrariando posicionamento feito pelos consumidores, Edilson disse que preços dos itens básico para a ceia de Natal não estão mais caros, que margem permaneceu estável. “O produto de maior especulação de alta nos preços foi o bacalhau, mas mesmo este não houve aumentos, os demais produtos estão sendo comercializados com preços bons e com opções de marcas, o que no final, o cliente é que escolhe o valor que quer pagar”, argumentou.

 

 

 

PREÇOS

A reportagem fez uma rápida pesquisa em relação aos preços dos principais itens da lista para a ceia de Natal. O que se pode constatar é uma grande variação de preços, tudo depende da marca do produto e da peso líquido.

Um pedaço de Bacalhau embalado com quase um quilo, o cliente pode pagar R$ 16,90. Mas o consumidor pode optar em compra pedaços com valores que variam de R$ 27,90 a R$ 59,90 o quilo.

Já para adquirir panetones os clientes tem bastante opções. Os preços começam por R$ 4,29 e vai até R$ 15,29.

As frutas secas variam bastante o valor por quilo. Para adquirir uva passas, o cliente vai pagar R$ 6,09 para 200 gramas do produto. Já o damasco sai a R$ 65,99 o quilo, avelã R$ 56,99, Amêndoas R$ 62,99, frutas cristais R$ 15,30 e nozes R$ 62,16 o quilo.

As bebidas tradicionais para esta época divergem bastante nos valores. Os espumantes e cidras disponíveis nos supermercados vão de R$ 4,39 a R$ 5,99. Já a diferença nos vinhos são bastante grandes, o mais barato o consumidor vai encontrar por R$ 6,99 e o mais caro nas gôndolas do supermercado chega a R$ 232,39.

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