Na quinta-feira, 1º, a emissora cancelou o debate entre presidenciáveis justificando como causa duas decisões judiciais. A ministra Estela Aranha proibiu a exibição do púlpito vazio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que havia decidido não participar, e o ministro Gilmar Mendes determinou a inclusão do candidato do Missão, Renan Santos. Após as decisões, o senador Flávio Bolsonaro (PL) também desistiu de comparecer, de última hora.
"Quando as intervenções do Judiciário afetam o debate público, acabam interferindo no debate público, a gente tem um problema que é sério", disse Tarcísio. "Mais uma vez o Judiciário vai ser descredibilizado por conta do próprio Judiciário. E isso é muito grave."
O governador afirmou que a recuperação da confiança nas instituições depende da "autocontenção" de seus integrantes e do respeito aos limites legais. Em seguida, recorreu à metáfora futebolística para dizer que o melhor árbitro é aquele que cumpre as regras e "deixa a partida fluir".
"Quando o juiz interfere, quando o juiz para o jogo toda hora, quando o juiz dá muito cartão, a gente tem um problema. E é pior ainda quando o juiz quer interferir no resultado da partida. E aí essa reflexão tem que ficar", acrescentou.
As declarações foram feitas em coletiva de imprensa após caminhada no Centro Histórico da capital paulista, ao lado do prefeito Ricardo Nunes (MDB). Aliado de Flávio, Tarcísio disse ainda que, caso seja reeleito no primeiro turno no próximo domingo, 4, deve atuar em São Paulo e em outros Estados na campanha do senador em um eventual segundo turno presidencial.
(Com Agência Estado)
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