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Brasil Quinta-feira, 16 de Maio de 2024, 11:45 - A | A

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Quinta-feira, 16 de Maio de 2024, 11h:45 - A | A

'O porco não vira rei', diz procurador preterido por Tarcísio

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

Preterido pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), na disputa pelo comando do Ministério Público do Estado, o procurador José Carlos Cosenzo usou as redes nesta quarta-feira, 15, para postar uma mensagem cifrada.

Sem mencionar a instituição ou endereçar a publicação, ele escreveu no Instagram: "Quando um porco toma o castelo, o porco não vira rei, é o castelo que vira um chiqueiro."

Questionado pela reportagem do Estadão, o procurador negou enfaticamente que a publicação sobre o suíno, o rei, o castelo e o chiqueiro tenha alguma relação com as eleições do Ministério Público, realizadas em abril, ou que seja dirigida a algum desafeto interno ou externo.

"Esse é um ditado turco, muito antigo, que deve ser interpretado como um alerta a pessoas inaptas em posição de liderança. Essa frase tem contexto organizacional que se aplica a todas as carreiras e profissões", respondeu ao acrescentar que qualquer relação com as eleições é "maldosa" e que jamais "ofenderia" a instituição.

"Quando gosto de uma frase que é de domínio público, nada me impede de publicá-la, como fiz de inúmeras". O procurador disse ainda que não tem comentários sobre a indicação. "Foi decisão de quem pode legalmente a nomear."

Colegas próximos de Cosenzo relatam que ele estava convencido que chegaria ao topo da instituição, porque acreditava que seria escolhido por Tarcísio para o cargo de procurador-geral de Justiça. A indicação de Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, segundo aliados, o deixou com o ego "ferido".

Quando a decisão foi anunciada, o procurador fez um desabafo aos colegas no WhatsApp. Disse estar "decepcionado com gente próxima". "(Gente que) me disse apoiar enquanto cumpria determinação de pessoa fora da instituição."

O texto, enigmático e carregado de ressentimento, chama atenção também para a rapidez da indicação. Tarcísio assinou a nomeação de Paulo Sérgio um dia após receber a lista de candidatos. "Com tal decisão provocada por outrem e auxiliada por outrem, retornamos à história de nomear os grandes perdedores."

Cosenzo ficou em primeiro lugar na eleição do Ministério Público estadual, com 1.004 votos. Paulo Sérgio amargou a última posição na lista tríplice, com 731 votos. Ambos se candidataram pela situação, com apoio do ex-procurador-geral Mario Luiz Sarrubbo. Paulo Sérgio contou também com a preferência do ex-prefeito Gilberto Kassab, hoje secretário de Governo na gestão Tarcísio, e do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

Em seu discurso de posse, o novo procurador-geral de Justiça fez um aceno aos adversários na eleição. "A presença de todos (os candidatos) fortaleceu e qualificou ainda mais o instante democrático. Foram ricos os debates de ideias e de projetos institucionais", afirmou Paulo Sérgio. "Superado o período eleitoral, é hora de administrar coletivamente."

A eleição, no entanto, deixou mágoas entre os candidatos. O procurador Antonio Carlos Da Ponte sequer compareceu ao evento de posse.

(Com Agência Estado)

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