Paula Belmonte (PSDB) teve 8,51%, Kiko Kaputo (Novo) registrou 4,36% e Ricardo Cappelli (PSB) ficou com 2,23%. Os demais candidatos tiveram menos de 1% dos votos válidos.
A eleição no Distrito Federal ocorre em meio à crise do Banco de Brasília (BRB), controlado pelo governo distrital. A instituição sofreu um rombo bilionário após as fraudes praticadas com o Banco Master, que pertencia ao banqueiro Daniel Vorcaro.
Celina havia prometido cobrir o prejuízo do Master no BRB até junho, o que não ocorreu. O governo do Distrito Federal pediu um empréstimo do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), mas não conseguiu o aval de bancos nem da União para finalizar a operação. A governadora entrou no Supremo Tribunal Federal (STF) para obrigar a União a dar garantia no financiamento, e o processo está nas mãos do ministro Luiz Fux.
O BRB não publicou o balanço financeiro de 2025, mas o prejuízo é calculado em ao menos R$ 8,8 bilhões. O rombo pode ser maior, a depender da auditoria feita nas carteiras do Master que foram parar no Banco de Brasília e do patrimônio final da instituição.
Conforme o Estadão mostrou, a falta de balanço esvaziou os planos dos principais candidatos para o BRB, que temem o fim do banco após as eleições, com uma privatização ou liquidação. Na semana anterior às eleições, Celina disse ao Estadão que, com o fim das eleições, o problema do BRB também acabaria e destacou o plano A era manter o banco público.
Além da crise do BRB, quem ganhar a eleição terá o desafio de reverter o rombo no orçamento do Distrito Federal. O Tribunal de Contas do Distrito Federal identificou um rombo de R$ 5,5 bilhões nas contas relativas a 2025.
No primeiro semestre, o governo do Distrito Federal registrou um superávit de R$ 1,7 bilhão, mas isso só foi possível com a arrecadação extraordinária após a venda de parcelas da dívida ativa do DF, a chamada securitização, que antecipou receitas para os cofres, e com uma contenção de gastos que podem se acumular no fim do ano ou serem transferidos para o ano que vem.
A campanha de Celina no primeiro turno foi marcada pelo discurso de que ela representaria um "novo governo", em uma tentativa de se descolar de Ibaneis, desgastado pela crise do Banco Master. Ibaneis foi o principal fiador político da compra do Master pelo BRB. O ex-presidente do banco Paulo Henrique Costa, braço direito do ex-governador, foi preso acusado de receber propina do banqueiro Daniel Vorcaro. Além da crise do BRB e do rombo no Orçamento,
Leandro Grass (PT), por sua vez, apostou em uma campanha apelando pelo voto útil e tentando buscar votos até a última hora, dizendo que só ele poderia chegar ao segundo turno contra Celina Leão. O principal desafio da campanha é enfrentar as resistências ao PT na capital do Brasil, pela influência do bolsonarismo e pelo histórico da gestão petista à frente do Executivo distrital.
O resultado ocorreu após a saída do ex-governador José Roberto Arruda (PSD) da campanha. Ele estava em segundo lugar nas pesquisas e foi barrado pela Justiça Eleitoral em função da Lei da Ficha Limpa. Na última semana, a maioria das pesquisas apontavam a possibilidade de Celina vencer no primeiro turno. Pesquisa Atlas divulgada neste domingo, 4, mostrou um cenário diferente e apontou segundo turno entre Celina e Grass.
(Com Agência Estado)
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