O vereador Rafael Ranalli (PL) minimizou o pedido de inelegibilidade anunciado pelo deputado estadual de São Paulo Guilherme Cortez (PSOL) após chamá-lo de "baitola" durante uma sessão da Câmara de Cuiabá. Nesta terça-feira (9), o parlamentar afirmou que recebeu a iniciativa com tranquilidade e disse estar "feliz" por ter se tornado alvo de um político do PSOL.
“Eu fiquei feliz, porque o Psol encher o saco é natural para qualquer cara de direita”, declarou.
O pedido foi anunciado por Cortez nas redes sociais após a repercussão da fala de Ranalli contra o vereador Daniel Monteiro (Republicanos), durante discussão na tribuna da Câmara Municipal. O deputado paulista informou que pretende acionar a Justiça Eleitoral para questionar a conduta do parlamentar cuiabano.
Ranalli, por sua vez, alegou que as provocações trocadas com Daniel Monteiro são recorrentes e ocorrem em tom de brincadeira durante as sessões legislativas. Segundo ele, o colega não teria se incomodado com a expressão utilizada.
“As brincadeiras que eu faço com o Daniel ele faz comigo. Nesse próprio vídeo mesmo ele me insultou antes, me xingou. Fiquei muito entristecido porque ele me chamou de Jean Wyllys. É uma brincadeira que a gente tem entre nós. Ele ficou mais chateado que eu chamei ele de petista do que com esse termo que o deputado me acionou”, afirmou.
O vereador também destacou que ainda não foi oficialmente notificado sobre qualquer procedimento relacionado ao caso.
Além da repercussão envolvendo a declaração na tribuna, Ranalli comentou a Notícia de Fato instaurada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) para apurar suposto uso indevido da tribuna da Câmara para promover a marca de detergentes Ypê. O parlamentar negou qualquer benefício ou vínculo com a empresa e afirmou que apenas citou o produto por ele estar no centro de um debate nacional.
“Também fui acionado no Ministério Público porque mostrei o detergente Ypê aqui. Era o assunto do momento. Como se eu tivesse recebido, sei lá o quê, caixas de detergente em casa por ter mostrado o Ypê”, disse.
Ao final, Ranalli afirmou que tanto o pedido de inelegibilidade quanto a denúncia apresentada ao Ministério Público fazem parte da dinâmica de polarização política e servem para gerar visibilidade pública. Em tom irônico, disse que também pretende acionar o deputado paulista.
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“É um jogo que os dois lados fazem. Quem vive da polarização utiliza desses subterfúgios. Os dois aparecem? Os dois aparecem. Eu vi ele aparecendo, então vou acionar ele que eu apareço também”, concluiu.
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