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Política Terça-feira, 09 de Junho de 2026, 09:04 - A | A

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Terça-feira, 09 de Junho de 2026, 09h:04 - A | A

NEGOU 'PITACO'

Girotto nega rumores de interferência em decisão do PT: "quem é Zé do Pátio?"

Indicado para compor a chapa majoritária ao lado de Natasha Slhessarenko (PSD), o petista classificou boatos de concessão política como especulação e se definiu como "soldado do partido"

BIANCA MORTELARO
Da redação

O empresário e vereador de Rondonópolis Wendel Girotto (PT) rebateu publicamente os rumores de bastidores que atribuem a retirada de sua pré-candidatura a deputado federal a uma suposta pressão política do ex-prefeito do município, Zé do Pátio (PV). Indicado agora pelo diretório mato-grossense do Partido dos Trabalhadores para a vaga de vice-governador na chapa de Natasha Slhessarenko (PSD), Girotto assegurou que as decisões da sigla são soberanas e baseadas em discussões coletivas, negando qualquer "pitaco" de lideranças externas no processo.

LEIA MAIS: Pressão de Pátio por esposa e eleição de prefeito forçam retirada de Girotto para federal este ano

A resposta de Girotto surge após especulações de que sua saída da disputa pela Câmara Federal teria sido uma concessão a Zé do Pátio para beneficiar a candidatura de Neuma de Moraes (PV), esposa do ex-prefeito, e para evitar que o empresário se tornasse um adversário direto no reduto eleitoral de Rondonópolis em pleitos futuros.

A militância local do PT chegou a classificar o movimento como uma "interferência" triste na autonomia partidária. No entanto, Girotto foi enfático ao desqualificar essa versão: "O PT tem autonomia e não dá pitaco não. (...) Quem é o Zé do Pátio no PT para dar algum palpite? Não é", declarou em entrevista.

LEIA MAIS: Base do PT em Rondonópolis critica exclusão de Girotto da chapa a federal: "interferência"

O pré-candidato a vice-governador explicou que a reestruturação da chapa ocorreu por necessidades internas, citando o compromisso estatutário do PT com a cota de 50% para candidaturas femininas, o que exigiu ajustes nas indicações federais. Ele destacou que sua nova missão foi um chamado das direções estadual e nacional para atuar na coordenação política e no palanque de apoio ao presidente Lula no estado.

"Sou soldado do partido, e a gente decide coletivamente e faz, acabou. No PT, a gente briga, briga, briga até definir; definiu, a gente vai e cumpre a tarefa", afirmou o empresário.

Embora o rearranjo tenha gerado ruídos entre a base petista em Rondonópolis, Girotto pontuou que o foco agora é a construção de uma proposta estadual ao lado do PSD. Ele minimizou as críticas de interferência externa, sugerindo que outros atores políticos deveriam se preocupar com suas próprias campanhas.

Com a chapa majoritária se desenhando para agosto, o empresário sinalizou que o grupo está unido em torno do projeto coletivo definido pela Federação Brasil da Esperança. Entre as indicações para a disputa a deputado federal pelo PT estão os nomes de James Cabral, irmão do deputado estadual Lúdio Cabral, Léo Rondon, Liliane Borges, Rosa Neide e Altir Peruzzo.

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