Terça-Feira, 19 de Novembro de 2019, 14h:39

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"Marreta" diz que matou líder do CV por suspeitas de que seria informante da PM

Por: LUIS VINICIUS

Em depoimento, o detento Luciano Mariano da Silva, conhecido como “marreta”, confessou ter assassinado o “colega” de cela, Paulo Cesar dos Santos, o "petróleo". O detento, que era um dos líderes da facção criminosa Comando Vermelho (CV-MT), foi encontrado com um lençol em seu pescoço em 27 de outubro, simulando um suicídio. No entanto, a vítima tinha lesões em seu corpo o que levantou hipótese de homicídio.

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Na oitiva realizada na Penitenciária Central do Estado (PCE) nesta segunda-feira (18), o criminoso ainda disse que cometeu o crime por “medo de morrer”, pois teria recebido ameaças da vítima, além de suspeitar que Paulo estivesse dando informações sobre a facção ao Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam).

Dois dias depois da morte, "marreta" prestou depoimento à delegada Eliane Moraes, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), e negou que tivesse participado do crime. À autoridade policial, Luciano alegou que estava dormindo no momento da morte e que quando acordou viu o “parceiro” de cela pendurado por um lençol junto a grade do banheiro, na cela 21.

No entanto, na segunda-feira, "marreta" pediu para ser ouvido novamente pela Polícia Civil. Ao delegado Caio Albuquerque, que substitui Eliane que atualmente está de férias, ele foi enfático ao confessar o crime. “Quem matou fui eu”.

Acompanhado de seu advogado, Rafael Winck do Nascimento, “marreta” conta, que dois dias antes da morte de "petróleo" foi para uma audiência da “Operação Assepsia”, no Fórum de Cuiabá, em que ambos respondem por tentarem colocar 86 celulares na unidade penitenciária.

O criminoso disse ao delegado que uma das testemunhas disse coisas que apenas “petróleo” sabia. Essas “coisas” seriam crimes que “marreta” havia ordenado para que criminosos, em liberdade, executassem.

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 Petróleo foi encontrado morto no Raio 5 da Penitenciária Central do Estado (PCE)

Diante disso, no caminho de volta à penitenciária, “marreta” questionou “petróleo” se ele estaria lhe entregando aos policiais da Rotam. A vítima teria se limitado a dizer: “Depois da visita (no sábado-26), a gente conversa”.

“Marreta” teria entendido a mensagem de “petróleo” como uma ameaça e durante os dois dias, ambos começarem a se encarar como inimigos. No dia do crime, “marreta” disse que percebeu que a vítima estava o encarando de forma diferente.

Diante disso, “Marreta” disse que esperou todos dormirem e por volta das 23 horas, foi próximo ao boi (banheiro) com o lençol da sua cama e um vidro de perfume. Logo depois, foi até a cama de "petróleo" e asfixiou a vítima. O suspeito disse ainda que usou técnicas de artes maciais para imobilizar a vítima.

Depois de "apagar" a vítima, “marreta” disse que, sozinho, arrastou a vítima e a pendurou no lençol. O suspeito foi categórico em dizer que os outros detentos, Baltazar Luz de Santana, Pedro Paulo Ferreira Pinheiro e Sidney Bittencurt, conhecido por “Fuzil”, estavam dormindo na hora do crime.

Após matar o “colega”, “marreta” disse que tomou o cuidado de limpar o lugar para não deixar pistas.

O caso continua sendo investigado pela DHPP.

 

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