Mundo Segunda-feira, 07 de Novembro de 2011, 18:16 - A | A

Segunda-feira, 07 de Novembro de 2011, 18h:16 - A | A

AUDIÊNCIA

Termina na França o 1º dia de julgamento de "Carlos, o Chacal"

Ilich Ramírez Sánchez é acusado por quatro atos de terrorismo na França nos anos 80, que deixaram 11 mortos

DA FRANCE PRESSE

Reuters

Ilich Ramirez Sanchez, conhecido como "Carlos, o Chacal", aparece em tribunal em uma fotografia de 2000

A primeira audiência do julgamento aberto contra o venezuelano, Ilich Ramírez Sánchez, conhecido como "Carlos, o Chacal" e outros três acusados --ausentes no julgamento-- por quatro "atos de terrorismo" na França nos anos 80, que deixaram 11 mortos, foi concluída nesta segunda-feira.

Na terça e quarta-feira, o tribunal examinará a personalidade dos acusados.

Com mais de 70 testemunhas chamadas a comparecer, o processo deve ser prolongado até 16 de dezembro.

Desde o primeiro minuto, os dois advogados de "Chacal" --sua esposa Isabelle Coutant Peyre e Francis Vuillemin-- denunciaram "o julgamento injusto" e ameaçaram abandonar o local.

Decidido a levar a audiência até o fim, o juiz Olivier Leurent imediatamente forçou os dois a ficarem.

Coutant Peyre questionou o julgamento de seu cliente por um tribunal penal composto apenas por juízes e sem jurados. Em sua opinião, esse tratamento é "discriminatório".

Ilich Ramirez Sanchez reivindicou, em uma entrevista publicada domingo por um jornal venezuelano, a autoria de mais de 100 ataques que mataram entre "1.500 e 2.000 pessoas".

Segundo seu biógrafo francês, Bernard Violet, Carlos "exagera nas cifras das vítimas que seus atos deixaram".

"É surrealista. Ele exagera as cifras e não dá provas", afirmou o autor de "Carlos", publicada em 1996.

"Trata-se de uma provocação para chamar a atenção dos meios de comunicação", enfatizou.

Preso no Sudão em agosto de 1994, o Chacal não saiu mais das prisões francesas. Carlos já foi condenado à prisão perpétua em 1997 pela morte de três homens, entre eles dois policiais, em 1975 na França.

GREVE DE FOME

No dia 18 de outubro, após ter sido levado para uma cela isolamento na penitenciária de Santé, o venezuelano iniciou uma greve de fome, em protesto contra seu confinamento.

O advogado Francis Vuillemin considerou o isolamento do cliente uma "violação deliberada dos direitos de defesa" do venezuelano. A decisão do detento de iniciar a greve de fome veio menos de duas semanas antes do início de seu processo.

Martin Bureau/France Presse

Francoise Rudetzki, ex-diretora de associação de vítimas de guerrilhas, chega ao tribunal nesta segunda-feira

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