Mundo Sexta-feira, 22 de Julho de 2011, 12:35 - A | A

Sexta-feira, 22 de Julho de 2011, 12h:35 - A | A

CRISE DA DÍVIDA AMERICANA

Senado rejeita plano anticalote aprovado por deputados nos EUA

Plano previa cortes severos em gastos sociais e limites às despesas do governo, além de obstáculos ao aumento de impostos

DA FOLHA DE SÃO PAULO

O Senado americano rejeitou nesta sexta-feira, por 51 votos a 46, a proposta de cortes no Orçamento e elevação do teto da dívida aprovada dias antes pela Câmara dos Deputados.

A medida era esperada, já que o Senado é controlado pelos democratas, que haviam alertado que derrubariam a proposta republicana se passasse pela Câmara dos Deputados, controlada pela oposição republicana.

O plano previa cortes severos em gastos sociais e limites às despesas do governo, além de obstáculos ao aumento de impostos --ponto de confronto com os democratas, que querem somar cortes e arrecadação.

Batizado de "corte, restrinja e equilibre", o projeto pedia ainda que o governo limite seu gasto a menos de 20% do PIB, hoje em quase US$ 15 trilhões, e condicionava aos cortes o "sim" para elevar o teto da dívida em US$ 2,4 trilhões.

Jewel Samad/France Presse
O presidente dos EUA, Barack Obama, discursa na Universidade de Maryland sobre deficit nas contas públicas

A dívida americana, hoje avaliada em ao menos US$ 14,3 trilhões, atingirá seu teto em 2 de agosto. Sem um acordo bipartidário, o governo não terá mais dinheiro a gastar e pode declarar um calote em credores externos e internos.

Os líderes democratas e republicanos têm tentado assegurar aos mercados que um default será evitado, mas estão longe de concordar sobre como fazê-lo.

Os republicanos querem que qualquer aumento no limite de dívida inclua profundos cortes de gastos, mas se opõem a qualquer elevação nas receitas. Os democratas querem mais impostos para os norte-americanos mais ricos como parte de um pacote de redução do deficit, opção descartada pela maioria dos republicanos.

Com o prazo para o calote se aproximando, Obama aposta em um segundo plano, da chamada Gangue dos Seis --três senadores republicanos, três democratas.

Essa proposta permite ao governo esticar sua dívida, mas o obriga a eliminar do Orçamento US$ 3,7 trilhões (25% do PIB) em dez anos. De cada US$ 3 economizados, US$ 2 viriam de cortes e US$ 1 da arrecadação. Analistas conservadores e parte dos republicanos exortam a Câmara a aceitar essa conta.

Para eles, seria uma vitória dos que querem enxugar programas federais como a seguridade social e o Medicare (assistência pública à saúde), em troca de um preço modesto: o fim da isenção tributária promovida por George W. Bush.

Mas a queda de braço reflete como políticos dos dois lados veem no debate uma faixa de largada para as eleições gerais do ano que vem.

Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.

Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.

Siga-nos no TWITTER e acompanhe as notícias em primeira mão.

Comente esta notícia


Algo errado nesta matéria ?

Use este espaço apenas para a comunicação de erros