Mundo Segunda-feira, 25 de Julho de 2011, 14:41 - A | A

Segunda-feira, 25 de Julho de 2011, 14h:41 - A | A

MARCHA DAS ROSAS

Protesto antiviolência reúne mais de 100 mil na Noruega

Ruas foram fechadas para a manifestação, no mesmo dia em que o juiz ouviu o depoimento do suspeito do massacre

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

Ao menos 100 mil pessoas, muitas carregando rosas brancas e vermelhas, participaram nesta segunda-feira de uma marcha antiviolência e em apoio às 76 vítimas do duplo atentado de sexta-feira (22), disse a polícia.

"Hoje à noite as ruas estão preenchidas com amor", disse o príncipe coroado Haakon à multidão que participava da "Marcha das Rosas".

Ola Krokan, chefe de operações da polícia de Oslo, disse que ao menos 100 mil pessoas estão participando. A imprensa norueguesa, contudo, eleva o número para cerca de 150 mil.

As marchas foram realizadas também em várias outras cidades do país, segundo imagens da TV norueguesa.

As ruas foram fechadas para esta manifestação, no mesmo dia em que o juiz Kim Heger ouviu o depoimento do suspeito Anders Behring Breivi, suspeito do massacre. Heger determinou sua prisão preventiva por oito semanas, sendo quatro de isolamento total.

Vegard Groett/Efe
Ao menos 100 mil pessoas participaram de uma marcha antiviolência e em apoio às 76 vítimas do duplo atentado da Noruega

Durante a audiência, o suspeito reconheceu os fatos, mas não se declarou culpado e explicou que queria defender seu país e a Europa do islamismo e do marxismo, segundo declarou o juiz à imprensa, ao término da primeira audiência do caso.

Segundo o acusado, o objetivo dos ataques não era deixar o máximo de vítimas e sim castigar o governista Partido Trabalhista pela traição de não proteger o povo do avanço muçulmano.

O juiz declarou ainda que Breivik se referiu-se à existência de "outras duas células" em sua organização.

Cathal McNaughton/Reuters
Mulher mostra sua rosa na "Marcha das Flores", que reuniu ao menos 100 mil em Oslo

ATAQUES

Na primeira ação, um carro-bomba explodiu próximo à sede do governo, no centro de Oslo, matando oito pessoas. No segundo ataque, Breivik atirou contra os participantes de uma colônia de férias da juventude do Partido Trabalhista (no poder) na ilha de Utoya, 40 km a oeste da capital, provocando ao menos 68 mortes.

Os dois ataques foram cometidos com apenas duas horas de diferença. A hipótese mais sólida era de que o suspeito tinha ativado o carro-bomba que explodiu na capital para depois seguir em direção à ilha, situada a cerca de 40 quilômetros da capital.

Breivik disse à polícia de Oslo ter agido "sozinho" no massacre. Mas depoimentos de alguns sobreviventes deram a entender que poderia haver outro atirador.

Um documento de 1.500 páginas redigido aparentemente pelo norueguês revela que o ataque já era preparado desde o outono (boreal) de 2009.

O documento, publicado na internet diariamente, inclui um manual sobre como montar bombas e um discurso contra o Islã e o marxismo.

Breivik detalha os preparativos de sua ação, destacando "o uso do terrorismo como um meio de despertar as massas", e admite que será lembrado como "o maior monstro nazista desde a Segunda Guerra Mundial".

Com várias referências históricas, o manifesto inclui numerosos detalhes da personalidade do agressor, seu modus operandi para fabricar bombas e seu treinamento de tiro, além de um minucioso diário dos três meses que precederam o ataque.

O texto, escrito em inglês, tem o título "A European Delaration of Independence - 2083" (Uma declaração de Independência Europeia - 2083) e é firmado sob o pseudônimo "Andrew Berwick".

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