Mundo Quarta-feira, 27 de Abril de 2011, 14:51 - A | A

Quarta-feira, 27 de Abril de 2011, 14h:51 - A | A

Onda de Revoltas

Otan defende Misrata, mas bombardeios continuam

DA REUTERS, EM TRÍPOLI

Ataques aéreos da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) conseguiram forçar o recuo das forças do ditador líbio, Muammar Gaddafi, de uma de suas posições na cidade de Misrata, a maior sob influência dos rebeldes oposicionistas. O ataque, contudo, não impediu o bombardeio das forças de Gaddafi contra a zona portuária nesta quarta-feira.

Um navio que esperava na costa para retirar mil trabalhadores migrantes da cidade aproveitou um intervalo nos bombardeios, que reduziram grandes porções da cidade a escombros, para aportar. Não ficou claro se a embarcação havia partido quando os disparos recomeçaram.

Misrata, enclave rebelde do oeste que oferece uma rota marítima para o coração dos insurgentes no leste, é o alvo do esforço de Gaddafi para sufocar o levante contra seu governo de quatro décadas. Mas nem o Exército nem os rebeldes, apoiados pelos ataques aéreos da Otan liderados por Reino Unido e França, obtiveram uma vitória decisiva após semanas de combates.

"As forças de Gaddafi recuaram da zona portuária, onde estavam posicionados ontem [terça-feira], depois dos ataques aéreos da Otan, que destruíram completamente 37 veículos militares", afirmou Reda, um porta-voz rebelde, à agência de notícias Reuters.

"Nesta manhã as forças de Gaddafi começaram a bombardear uma área cerca de 10 km ao norte da cidade, conhecida como Área do Aço. O bombardeio ainda está em andamento. Estão usando mísseis Grad [...] aviões de guerra estão sobrevoando as cercanias de Misrata, mas não ouço som de ataques", disse ele.

Os mísseis Grad são de fabricação russa e são usados em disparos múltiplos, geralmente feitos da caçamba de caminhonetes.

Mahmud Turkia/France Presse
Estudantes líbias favoráveis ao ditador Muamar Gaddafi seguram armas durante seminário do Exército sobre segurança

AJUDA POR MAR

Horas antes de o bombardeio ser retomado, a Organização Internacional para Migração (IOM na sigla em inglês) disse que uma embarcação aportou em Misrata com o objetivo de evacuar líbios feridos nos combates, além de trabalhadores migrantes, para o reduto insurgente de Benghazi, no leste líbio.

"O Red Star One acabou de aportar e está descarregando suprimentos de ajuda médica, incluindo ambulâncias", declarou um porta-voz durante uma pausa nos bombardeios.

Um porta-voz rebelde em Misrata, terceira maior cidade da Líbia, disse que oito nativos foram mortos durante as lutas de terça-feira, mais do que os três mortos relatados.

"Houve um bombardeio muito intenso na zona portuária e em outra área a sudoeste de Misrata, cerca de 4 km distante do centro", afirmou Rami à Reuters por telefone do local. A linha foi cortada antes do porta-voz poder dar maiores detalhes.

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