Mundo Terça-feira, 27 de Setembro de 2011, 11:33 - A | A

Terça-feira, 27 de Setembro de 2011, 11h:33 - A | A

LÍBIA

Gaddafi afirma que está na Líbia e quer morrer como "mártir"

''Há heróis que resistiram e caíram como mártires e nós também esperamos o martírio", disse o ex- ditador

FOLHA DE SÃO PAULO

O ditador deposto líbio Muamar Gaddafi afirmou que permanece na Líbia e que deseja morrer como "mártir", informa o site da Allibiya, a emissora de televisão estatal do antigo regime.

"Há heróis que resistiram e caíram como mártires e nós também esperamos o martírio", teria dito Gaddafi em um discurso transmitido por uma rádio local em Bani Walid, um de seus últimos redutos, segundo uma transcrição divulgada pelo site.

O ex-ditador falou para partidários de Warfala, uma das tribos mais importantes do país, que há semanas combatem as tropas do novo regime em Bani Walid, a 170 km ao sudeste de Trípoli.

"Através de sua jihad, estão reeditando as façanhas de seus antepassados. Saibam que estou no campo de batalha como vocês", disse Gaddafi, cujo paradeiro é desconhecido.

"Estão mentindo quando afirmam que Gaddafi está na Venezuela ou em Níger. Estou com meu povo e nos próximos dias acontecerá um golpe inesperado contra este grupo", advertiu.

SIRTE

As forças rebeldes líbias conseguiram entrar nesta terça-feira no centro de Sirte, cidade natal de Muammar Gaddafi, e controlam vários pontos considerados estratégicos, segundo confirmou um porta-voz rebelde. Os combatentes tomaram o controle do porto, da universidade Etthadi e da ilha de Dhoran.

A entrada no centro de Sirte foi liderada por insurgentes chegados desde a vizinha localidade de Misrata, explicou o porta-voz, antes de precisar que o assalto foi lançado desde a parte oeste da cidade após um intenso bombardeio com artilharia pesada.

A cidade natal do foragido líder líbio é assediada pelos rebeldes há várias semanas, mas o assalto final foi adiado pelo temor de que provocasse mortes entre a população civil. Há dois dias, os rebeldes recuaram para permitir que os aviões da Otan atacassem as posições das forças pró-Gaddafi, assim como dos depósitos de armas e munição.

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