Mundo Quarta-feira, 05 de Outubro de 2011, 07:51 - A | A

Quarta-feira, 05 de Outubro de 2011, 07h:51 - A | A

ATAQUE

Explosão de carro-bomba deixa ao menos 70 mortos na Somália

O atentado foi assumido pelo grupo islâmico Al Shabab, que é ligado à rede terrorista Al Qaeda

PORTAL R7

Subiu para 70 o número de mortos no ataque terrorista que aconteceu em Mogadício, capital da Somália, nesta terça-feira (4), segundo a agência de notícia Reuters.

O atentado foi assumido pelo grupo islâmico Al Shabab, que é ligado à rede terrorista Al Qaeda. Testemunhas disseram que um caminhão explodiu no portão de um prédio do governo onde alunos e pais estavam esperando resultados de exames de bolsas de estudo.

Logo após a explosão, ambulâncias correram para atender as vítimas e enquanto isso moradores locais usaram tapetes e lençóis para transportar as vítimas para um lugar seguro. No local da explosão, árvores e carros ficaram queimados.

No Hospital Madina, para onde muitos estudantes feridos foram levados, centenas de pais estavam apreensivos e chorando por não poderem entrar para verem seu filhos. O impedimento foi dado por questões de segurança. Abdi Halma chegou onde o atentado aconteceu e contou o que viu.

- Eu estava entre as primeiras pessoas a chegar lá momentos após a explosão. Olhei ao redor e tentei tranquilizar os que ainda estavam vivos.

Segundo um repórter da Reuters, a perícia inicial que foi feita no caminhão que explodiu indica que ele estava carregado com gasolina e explosivos.

TERRORISMO E FOME

A região do "Chifre da África", onde fica a Somália, enfrenta a pior seca dos últimos 50 anos. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), 2,8 milhões de pessoas necessitam de ajuda alimentar no país.

Além disso, a Somália já está há 20 anos sem um governo efetivo. Boa parte do sul e do centro do país estão sob o controle do grupo extremista Al Shabab, autor do atentado de ontem, impõe a sharia, a lei religiosa islâmica.

A atuação do grupo vem dificultando a ajuda humanitária ao país. Diversas ONGs já abandonaram a Somália por causa do risco de ataques e analistas disseram que essa explosão pode afastar ainda mais a chegada ou permanência de organizações com fins humanitários.

Cerca de 1,4 milhão de pessoas já tiveram de se deslocar dentro da Somália, enquanto centenas de milhares deixaram o país devido à guerra e à falta de água e comida.

Segundo a ONG Human Rights Watch, a Somália "precisa tanto de paz quanto de chuvas".

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