Mundo Quarta-feira, 13 de Abril de 2011, 16:13 - A | A

Quarta-feira, 13 de Abril de 2011, 16h:13 - A | A

Líbia

Duas explosões são registradas em Trípoli, dizem jornalistas

Moradores da região também relataram ter ouvido aviões sobrevoando a capital

da France Presse, em Trípoli

Duas fortes explosões de origem desconhecida atingiram nesta quarta-feira a capital líbia, Trípoli, segundo vários jornalistas da France Presse.

Moradores da região também disseram ter ouvido aviões sobrevoando a capital antes das explosões. Anteriormente, a agência oficial líbia Jana informou que as forças da Otan realizaram ataques aéreos sobre Misrata e Al Aziziya (oeste).

Segundo uma testemunha, aparentemente as explosões ocorreram na região do aeroporto, onde Gaddafi possui campos militares e forças que cercam a capital.

Opositores pedem mais ações militares da Otan, enquanto no Catar ocorre uma reunião para discutir a crise líbia, da qual participam líderes rebeldes.

Mohamed Ismail Tajouri, 54, que se uniu aos rebeldes em Benghazi, disse que o fato de haver uma delegação rebelde no Catar ajuda no reconhecimento internacional.

"Estamos orgulhosos disso", disse ele à Associated Press. "Esse evento político é muito bom para os rebeldes, mas o regime de Gaddafi não é comum. Ele é uma criatura violenta, não vai sair enquanto não houver derramamento de sangue", afirmou.

Forças leais a Gaddafi lançaram foguetes na costa leste e cercaram a cidade de Misrata nos últimos dias. Organizações internacionais alertam para uma crise humanitária em Misrata, a terceira maior cidade da Líbia e a única da região oeste que está sob comando rebelde.

Yannis Behrakis/Reuters
Rebelde monta guarda em cima de carros com lançadores de foguete na cidade de Ajdabiyah

 

 

IMPASSE

Até agora, os ataques da Otan contra a Líbia não conseguiram reverter a vantagem bélica do regime de Gaddafi contra os rebeldes.

Para mudar esse equilíbrio de forças, o ministro britânico do Exterior, William Hague, um dos coordenadores da reunião, pediu que outros países, inclusive árabes, forneçam aeronaves para incrementar os ataques aéreos da Otan.

Ele negou que o conflito na Líbia tenha chegado a um "impasse militar" entre as forças dos dois lados, e disse que a aliança internacional endurecerá os ataques se o regime líbio aumentar a violência contra áreas civis.

"Na última semana, disponibilizamos forças adicionais e pedimos que outros países façam o mesmo", disse William Hague, durante o voo para o Qatar.

Hague acrescentou que as ações da aliança dependem "fundamentalmente do comportamento do regime".

"O que no momento pode parecer um impasse militar não é um impasse no mundo da diplomacia e das sanções, para o isolamento do regime e, espero, o reconhecimento de que talvez o regime não tenha futuro no longo prazo", sustentou.

PETRÓLEO

Os rebeldes querem ampliar suas exportações de petróleo para garantir alimentos e outras formas de ajuda humanitária, disse um porta-voz do Conselho Nacional Líbio nesta quarta-feira, mas compradores europeus têm receio de violar sanções internacionais.

Os insurgentes controlam campos que atualmente produzem 100 mil barris por dia de petróleo, afirmou Mahmud Awad Shammam a repórteres, mas só exportam o que classificou como uma quantidade "mínima".

A Itália era a maior consumidora de petróleo da Líbia antes do conflito. O país não vai retomar as importações e trabalha duramente em um modo de fornecer aos rebeldes sem dinheiro combustível e outros produtos, sem violar as sanções, disse uma autoridade.

"Elas (importações de petróleo bruto) não têm sido consideradas ainda, temos que encontrar mecanismos concretos para trabalhar nesse congelamento de bens", disse a repórteres o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Maurizio Massari.

A Líbia tem sido alvo de sanções de EUA, União Europeia e ONU desde março. Embora os rebeldes tenham sido oficialmente excluídos delas, as empresas petrolíferas ocidentais continuam reticentes a comprar seu petróleo.

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