Mundo Segunda-feira, 11 de Abril de 2011, 01:14 - A | A

Segunda-feira, 11 de Abril de 2011, 01h:14 - A | A

MISSÃO OFICIAL

Dilma chega a China para primeira missão à Asia

De acordo com os negociadores brasileiros, uma das expectativas da viagem é aumentar a exportação de carne para a China, já que o Brasil é o maior exportador de carne do mundo.

Da Recação

Três semanas após o Brasil ter recebido o presidente dos Estados Unidos, a presidente Dilma Rousseff deixa de lado a agenda “pop” de Barack Obama e vai para a China com o objetivo de estreitar as relações comerciais entre os países. Ela desembarcou em Pequim no final da noite deste domingo (10).

O momento é considerado simbólico por especialistas consultados pelo G1, uma vez que a China ultrapassou os Estados Unidos no ano passado como principal parceiro comercial do país.

Dilma partiu para a primeira viagem como presidente ao país, com a difícil missão de fazer com que empresários brasileiros e chineses se entendam. Ao mesmo tempo, tenta mostrar ao mundo que o Brasil, como sétima economia, tem maturidade política suficiente para conquistar uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU.

De acordo com o professor de Relações Internacionais da Faap, Marcus Vinicius de Freitas, enquanto Obama tentou reconquistar o eleitor norte-americano, angariar a simpatia da América Latina - o que explica bater bola com moradores do complexo do Alemão, falar a políticos e celebridades no Teatro Municipal do Rio de Janeiro e visitar o Cristo Redentor - Dilma focará sua viagem à China nos negócios. As informações são do G1.

David Gray/Reuters
Dilma Roussefe desembarca em Pequim, China, na sua primeira visita oficial à Asia
Já a agência oficial do Governo Brasileiro, afirma que a presidenta Dilma Rousseff ficará na China  até o dia 18. É a terceira viagem internacional da presidenta e a primeira à Ásia. Em pauta, discussões econômicas e comerciais, assim como política internacional e direitos humanos, além de questões sociais. Um dos esforços de Dilma é ampliar e diversificar o acesso de produtos brasileiros na China – a segunda maior economia do mundo.

Dilma visita a China acompanhada por uma comitiva de ministros e de 250 empresários que representam distintos setores da economia, inclusive, o de ciência e tecnologia. Na China, Dilma terá reuniões com o presidente Hu Jintao, e o primeiro-ministro Wen Jiabao. Para os empresários brasileiros, o mercado chinês é fundamental, mas eles também cobram limites para as importações oriundas da China.

Segundo os empresários, os baixos preços dos produtos chineses impedem a competição dos produtos nacionais. Em 2009, a China superou os Estados Unidos como parceiro comercial do Brasil. Nos últimos dois anos, houve um aumento de 45% nas relações comerciais entre os dois países.

Em 2010, as exportações do Brasil para a China atingiram US$ 30,7 bilhões. Em geral, as exportações do Brasil para a China são baseadas nos recursos minerais e na soja registrando superávit – em favor do Brasil – de US$ 5 bilhões.

De acordo com os negociadores brasileiros, uma das expectativas é aumentar a exportação de carne para a China. O Brasil é o maior exportador de carne do mundo. Porém, a tendência, segundo eles, é ampliar as negociações relativas aos produtos de valor agregado do Brasil. Paralelamente, os países que integram o Bric – Brasil, Rússia, Índia e China – têm reuniões na China.

Na semana passada, o porta-voz da Presidência da República, Rodrigo Baena Soares, disse que a expectativa da viagem é que as conversas levem à abertura de oportunidades em vários setores do comércio na China. Baena Soares citou áreas que envolvem carne de porco, frutas e outros.

 

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