Mundo Segunda-feira, 02 de Maio de 2011, 12:37 - A | A

Segunda-feira, 02 de Maio de 2011, 12h:37 - A | A

Centenas protestam contra morte de Bin Laden; EUA temem represálias

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

Entre 800 e mil pessoas participaram de uma passeata nesta segunda-feira aos gritos de "Morte aos Estados Unidos" em Quetta, no sul do Paquistão, após a morte de Osama bin Laden.

Os manifestantes queimaram uma bandeira americana antes de se dispersarem em ordem. Não houve distúrbios.

Quetta é a capital da província do Baluchistão (sudoeste), na fronteira com o Afeganistão.

"Bin Laden é o herói do mundo muçulmano (...), e seu martírio não acabará com o movimento", declarou perante a multidão o mulá Asmatulah, ex-deputado islamita.

Foi a primeira manifestação realizada no Paquistão depois de anunciada a morte de Bin Laden, alvo de uma operação das forças americanas na cidade paquistanesa de Abbottabad, onde se escondia em uma mansão.

Banaras Khan/France Presse
Manifestantes no sul do Paquistão gritam frases contra os Estados Unidos depois da morte de Osama bin Laden

VINGANÇA É QUASE CERTA

O diretor da CIA (agência de inteligência americana), Leon Panetta, alertou nesta segunda-feira que há um risco alto de ações terroristas em represália à morte do líder da rede Al Qaeda, Osama bin Laden.

"Embora Bin Laden esteja morto, a Al Qaeda não está", advertiu Panetta, diretor da agência, em mensagem distribuída aos funcionários da CIA. "Quase com segurança os terroristas tentarão se vingar e temos de permanecer e permaneceremos atentos", acrescentou Panetta, que disse ainda que os Estados Unidos "conseguiram dar um duro golpe ao inimigo".

"O único líder que conheceram e cuja visão cheia de ódio gestou suas atrocidades desapareceu. O supostamente intocável foi capturado e morto", continuou, e acrescentou que "não descansaremos até que cada um deles seja levado à Justiça".

O chefe da CIA afirmou ainda que as forças de segurança e os serviços de inteligência dos Estados Unidos redobraram sua vigilância diante das possíveis represálias terroristas.

O representante republicano, Peter King, de Nova York, que preside o comitê de Segurança Nacional na câmara baixa disse que "os americanos devem temperar a vitória com a vigilância".

Na rede americana de TV "NBC", King declarou que a Al Qaeda "tratará de vingar a morte e por isso temos de estar em alerta".

King afirmou também que haverá uma luta de poder dentro da Al Qaeda. A morte de Bin Laden, acrescentou o legislador, pode dar "uma sensação de fechamento de capítulo" aos familiares de pessoas mortas ou feridas nos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, que mataram ou lesaram mais de 3.000 pessoas, em sua maioria em Nova York.

Kevin Lamarque/Reuters
Obama discursa durante cerimônia na Casa Branca; para CIA vingança da Al Quaeda é quase certa

TRANSPORTES

Em Washington, o metrô e a rede de ônibus aumentaram sua vigilância e a porta-voz da polícia do sistema subterrâneo de trens, Lisa Farbstein, disse à rádio local que é provável que os usuários vejam mais agentes uniformizados nos transportes.

Pouco depois que o presidente Barack Obama anunciar a morte Bin Laden em uma operação no Paquistão, o Departamento de Estado alertou todas as embaixadas e escritórios consulares americanos sobre a possibilidade de violência contra prédios ou instalações que representam Washington.

Além disso, alertou aos cidadãos americanos que viajam no exterior sobre "um potencial maior de violência".

"Dada a incerteza e a volatilidade da situação atual pedem aos cidadãos dos EUA nas áreas onde os eventos recentes poderiam causar violência antiamericana que limitem suas saídas de casas e hotéis, e que evitem as multidões", indica a nota do Departamento.

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