Mundo Terça-feira, 16 de Agosto de 2011, 07:18 - A | A

Terça-feira, 16 de Agosto de 2011, 07h:18 - A | A

CRESCIMENTO

Alemanha cresce só 0,1% no 2º trimestre e desaponta Governo

Mau desempenho realça riscos da zona do euro, que serão temas de reunião entre líderes de França e Alemanha

PORTAL G1

A economia alemã cresceu 0,1% no segundo trimestre deste ano em relação ao primeiro, registrando uma acentuada desaceleração em relação ao crescimento do período anterior. Segundo o escritório alemão de estatísticas, o crescimento da maior economia da zona do euro nos três primeiros meses do ano foi revisado de 1,5% para 1,3%.

As estatísticas ficaram abaixo das expectativas de analistas, que estimavam um crescimento de 0,5% no segundo trimestre. Anualizado, o crescimento do PIB alemão no segundo trimestre ficou em 2,8%.

A notícia fez o euro abrir em baixa no mercado de câmbio e realçou as preocupações com a fragilidade dos países que adotam a moeda comum europeia. Na semana passada, a França, a segunda maior economia da zona do euro, anunciou que o seu crescimento foi zero no segundo trimestre, depois de um primeiro trimestre animador.

Nesta terça-feira (16), a chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, Nicolas Sarkozy, vão se reunir para propor soluções para a crise da dívida que torna vulneráveis as economias europeias. Os dois líderes, junto com o Banco Central Europeu, estão pressionando as economias periféricas do bloco para adotar medidas de austeridade a fim de equilibrar as contas nacionais.

Por outro lado, analistas apontam o risco de que os cortes de gastos governamentais debilitem as possibilidades de crescimento. Em um artigo publicado na edição desta terça do diário financeiro "Financial Times", a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, disse que os governos devem equilibrar cortes de gastos com medidas de curto prazo para garantir o crescimento e evitar uma nova recessão.

No entanto, a chefe do FMI afirmou que "pisar no freio muito rapidamente" pode prejudicar a recuperação e piorar as perspectivas em termos de geração de empregos. Para Lagarde, o estímulo ao crescimento em curto prazo é vital.

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