Justiça Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2011, 08:00 - A | A

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CARTAS E CRÉDITO

Gilmar Fabris condena operação 'Cartas Marcadas' e classifica prisão de concunhado de 'arbitrária'

Segundo deputado, Ocimar Campos tinha se apresentado espontaneamente ao delegado Rogério Modelli há menos de um mês. “Por que prenderam o rapaz agora?”, questiona

DA EDITORIA

 

Mayke Toscano/Hipernoticias

Delegados que lideraram a operação Cartas Marcadas nesta quarta: comparecimento voluntário não impede prisão provisória porque há requisitos

 

 

O deputado Gilmar Fabris classificou de abusiva a operação “Cartas Marcadas”, deflagrada nesta quarta-feira (14) pela Delegacia Fazendária e Ministério Público com o cumprimento de mandados de busca e apreensão de documentos e também de prisão de suspeitos, e classificou a prisão do advogado Ocimar Campos, seu concunhado, como arbitrária.

“O doutor Ocimar esteve com o delegado Rogério Modelli há menos de um mês; ele foi lá espontaneamente, se apresentou e se colocou a disposição da polícia. Precisava agora prender o rapaz?”, questionou.

Segundo Fabris, não havia necessidade de se fazer a maioria das buscas e apreensões, já que “todos os documentos, tanto do processo judicial como do processo administrativo, já tinham sido encaminhados para eles pelo sindicato (dos Agentes de Administração Fazendária - SAAFEMT)”.

O deputado voltou a defender que não há ilegalidade no processo, e que tanto Polícia como o Ministério Público estariam fazendo confusão no caso.

“Não retiro uma vírgula do que já disse: não há ilegalidade nesse processo. Os cálculos foram homologados pela Sefaz, PGE, MPE, SAD. Se tivesse problema, tinha que ser todo mundo preso. O problema é que eles (Delegacia Fazendária e Ministério Público) insistem no cálculo apenas dos precatórios, e se esquecem da sentença judicial”, frisou o deputado.

Compõem a ação judicial movida pelos servidores da Sefaz contra o Estado de Mato Grosso a atualização de precatórios alimentícios; diferenças salariais não pagas desde 1996 (na comparação com o Grupo TAF); produtividade; e um benefício chamado RCV (Retribuição por Cotas Variáveis) – um tipo de verba indenizatória, como se chama atualmente.

Segundo o deputado, apenas a correção dos valores em precatório teriam sido analisados pela AGE.

Fabris – que também foi alvo de uma busca e apreensão de documentos em suas residências, em Cuiabá e Ribeirão Preto (SP), na manhã de ontem (14) - condenou ainda a prisão do economista Antonio Barros de Leite, contratado pelo sindicato para auditar os cálculos, depois que a Auditoria Geral do Estado apontou discrepâncias com o valor original do processo, de R$ 1,290 bilhão.

“Ele é um profissional que está preso apenas por ter prestado um trabalho técnico. Eles (MPE e Polícia) estão errando nisso, ou então é de propósito”, afirmou.

TEMPESTADE EM COPO D’ÁGUA

O advogado Paulo Budóia não soube precisar a data em que Ocimar Campos se apresentou à polícia, alegando que entrou no caso recentemente. Ele acrescentou, contudo, que no último dia 8 protocolou uma petição na Delegacia Fazendária juntando documentos e colocando seu cliente à disposição da polícia.

“Estão fazendo uma tempestade em copo d’água. Se acham que tem problema no cálculo, basta contratar uma auditoria e verificar. Mas, não precisaria prender ninguém por causa de erro de cálculo”, frisou Budóia.

OUTRO LADO

O delegado Lindomar Tófolli, que fala oficialmente sobre o inquérito policial devido às férias do titular da Defaz e presidente do Inquérito 180/2011, Rogério Modelli, disse por meio da assessoria de imprensa da Polícia Judiciária Civil que o fato de um suspeito se apresentar espontaneamente não anula o pedido de prisão.

“Havia requisitos para o pedido da prisão, por isso foi decretado pela Justiça. O fato de ele ter se apresentado não impede a prisão”, afirmou o delegado.

EM CUIABÁ

O Advogado Ocimar Campos chegaria a Cuiabá no início da noite de quarta-feira, acompanhado dos delegados que fizeram a diligência em Ribeirão Preto (SP), onde ele foi preso. O advogado Paulo Budóia iria recepcioná-lo no aeroporto.

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Valdecarlos 15/12/2011

Tenho peno do \"nobre\" perseguido deputado, sempre que há sujeira o nome dele aparece. Gente é só coincidência, o homem é um poço de honestidade, o povo de Pedra Preta não vendeu voto pra ele, votou pela confiança que teve nele. A volta da licença (licença pra que mesmo??), foi só porque \"sentiu\" o chamado do povo por caloroso trabalho. Afinal eleito pelo povo, tinha de ir para o sacrificio no seu árduo trabalho. AH COMO EU QUERIA ACREDITAR NO QUE ESCREVI.

Indignado 15/12/2011

Se paramos para pensar, quem estimula toda a corrupcao existente no governo eh ele mesmo, o propio governo. Essas Cartas de Creditos, sao a provas disso. Era melhor o governo ter pago o que era de direito ao servidores e nao com essas cartas de creditos que no final incita a corrupcao, deixa o servidor publico exposto ao lobos, ao tratar de negociar essas cartas, sendo pago por muitas delas 15% do valor (uma vergonha). Governo, vc eh o culpado de tudo isso!!!!!! Voce Governo do Estado do Mato-Grosso eh o propulsor da corrupcao!!!!!!!

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