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Sábado, 17 de Dezembro de 2011, 11h:50

Loja de material esportivo marca gol de placa em Várzea Grande

Casa é pioneiro no município em vender artigos para os amantes do esporte no interior e bairros da periferia

KARINE MIRANDA

Que o Brasil é o país dos esportes não há quem questione. Apaixonado pelas práticas, homens, mulheres e crianças fazem questão de ter uma lembrança daquele esporte favorito ou mesmo do time do coração. O que poucos sabem é que embora o esporte e, principalmente, o futebol mato-grossense sejam antigos, empresas especializadas em artigos esportivos são consideradas jovens com apenas 30 anos de existência. Um dos responsavéis pelo “recente” pioneirismo que atrai os amantes do esporte do Estado é João Carlos Oliveira Santos.

Torcedor fervoroso do Fluminense e jogador profissional há quase 10 anos, João Carlos Oliveira Santos saiu de Governador Valadares, em Minas Gerais, e chegou a Mato Grosso no dia 13 de setembro de 1977, vindo como contratado para jogar no time do Clube Esportivo Operário Várzea-grandense. Com cinco anos atuando no time, ele se viu obrigado a se aposentar da profissão, pois naquela época os jogadores tinham “prazo de validade”, segundo João, e ele já estava com seus 30 anos em 1981.

Arquivo Pessoal

Deixando a profissão de lado, mas sem abandonar as habilidades, João resolveu, então, unir o útil ao agradável e realizar um sonho antigo. Assim, abriu a Casa dos Esportes Varzeagrandense no dia 8 de março de 1982, e como o próprio nome já diz, ela é localizada em Várzea Grande. “Como eu tinha um grande laço de amizade com o pessoal, resolvi mexer com material esportivo, com comércio, era mais fácil, era algo que eu entendia”, conta.

Um sonho antigo do ex-jogador e uma paixão que ele ainda mantém, a Casa dos Esportes Varzea-grandense chega ao mercado como a primeira empresa do segmento da cidade, sendo a segunda do eixo Cuiabá - Várzea Grande. No início, o idealizador João Carlos teve de fazer cursos de empreendedorismo para ter o direcionamento que precisa no que se referia a administração, contas e finanças.

Mesmo com a dificuldade que era ter uma empresa, principalmente localizada a beira de uma rodovia, como era a Avenida Couto Magalhães antigamente, João não desistiu e acreditou que o esporte que tinha sido seu passado, podia ser seu presente e futuro.

Na intenção de crescer e se solidificar no mercado, ele lembra que a empresa ficava aberta todos os dias, nos horários mais variados, inclusive, na hora do almoço. “Ficamos abertos na hora do almoço, as pessoas passavam na hora do almoço, compravam uma toalha, uma bermuda, fazíamos qualquer negócio”, assegura. E era qualquer negócio mesmo, porque assim que a empresa começou, ela não era especializada, apenas na venda de artigos esportivos, e vendia todo o tipo de produto: roupas, calçados, toalhas, entre outras peças.

Com portas abertas há quase 10 anos, a Casa de Esportes Varzea-grandenses já estava estruturada financeiramente e, por isso, João resolve deixar de lado as muitas variadas de mercadorias que comercializava e passa a se dedicar exclusivamente aos artigos esportivos, material para educação física, material escolar e profissional. E foi a partir daí que a loja se tornou referência no segmento.

CRESCIMENTO

Para fazer com que a empresa crescesse cada vez mais, João explica que resolveu investir na ampliação da loja tanto no espaço físico quanto no quadro de funcionários chegando a ter até 45 pessoas trabalhando na empresa. No entanto, a quantidade de colaboradores diminuiu, pois o dono da Casa de Esportes Varzea-grandenses percebeu que terceirizar evitaria as altas cargas tributárias e possibilitaria o investimento em outra idéia que também deu certo: a criação de produtos próprios, como uniformes para times de jogadores de fim de semana ou mesmo para as crianças, por exemplo.

A idéia era popularizar a prática do esporte, além de divulgar os times regionais e não somente valorizar os produtos de fora, como é comum nas demais empresas do ramo. “Nós fabricamos. Temos costureiras, temos pintor. São terceirizados e trabalham muito bem”, garante.

Fotos: Mayke Toscano/Hipernotícias

Com a iniciativa, a empresa expandiu tanto a sua área de atuação que alcançou até cidades do interior de Mato Grosso. Mas não foi somente o interior que soube da existência da Casa de Esportes Varzea-grandenses, jogadores de times nacionais e renomes também passaram pela loja.

Personalidades como o jogador Pelé e o ex-presidente da Fifa, João Havelange já conheceram a empresa.

HOJE

Permanecendo no mesmo local desde de sua fundação, a Casa de Esportes Varzea-grandenses possui oito funcionários e  já conquistou duas premiações Top Of Mind como a empresa mais lembrada do segmento de esportes nos anos de 2006 e 2008. São comercializadas, aproximadamente três mil itens por mês e a empresa atende aos mais diversos públicos com qualidade, dedicação e compromisso, principalmente com o esporte, paixão mundial.

Mas não é só compromisso que faz da Casa de Esportes uma referência hoje. O respeito pelos clientes também, por isso a empresa é bem simples. “Nós podemos colocar um ar condicionado aqui, um vidro fumê na frente e seríamos uma loja mais de elite, mas não é isso que eu quero. Eu quero aquele cliente do interior, dos bairros. Aquela gente simples que gosta de futebol, como eu era como quando comecei”, afirma.

E isso é um dos diferenciais da Casa dos Esportes de Varzeagrandenses que faz com que ela permaneça há quase 30 anos como exemplo de receber bem, de empreender e de amor ao esporte.

Para João Carlos Oliveira Santos empreender é: coragem!

1.  Dica para quem quer iniciar um empreendimento

Tem de ter paciência, estudar bem o mercado que ele quer entrar e ir em frente. Acordar cedo e pegar no batente.

2.  O Custo Brasil é realmente um obstáculo para o empreendedor?

É um obstáculo. Por isso que grandes grupos crescem e estão ficando mais ricos e estão sendo achatadas a classe média e os pequenos comércios também. É um obstáculo para quem vai entrar no mercado e principalmente para quem já está no mercado. Aí se você não se adequar diminuindo seus custos você não consegue pagar, vai endividar e a União vai te tomar o que você tem.

3.  O que é mais importante: dinheiro ou criatividade?

É preciso dinheiro e criatividade. Hoje em dia você não consegue competir com grandes empresários sem ter os dois.

4. O que é mais difícil: fidelizar um cliente ou conquistar um novo

O cliente fidelizado demonstra carinho e respeito pela loja, mas é super importante também ter novos clientes. O comércio vai aumentando graças aos novos clientes. Por isso, todos eles são importantes.