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Sexta-feira, 09 de Dezembro de 2011, 14h:00

Procurador do Município não acredita em corte de energia da Sanecap

Companhia de Saneamento da Capital deve R$ 109,3 milhões para a Cemat; empresa de energia deu prazo para a administração pública quitar débitos

HÉRICA TEIXEIRA

 

Mayke Toscano/Hipernotícias

Procurador do Município diz que dívida será paga, mas só depois de a prefeitura receber a outorga

 

O procurador-geral do Município, Fernando Biral, criticou notificação das Centrais Elétricas de Mato Grosso (Cemat) de que se até o próximo dia 19 de dezembro, a Companhia de Saneamento da Capital (Sanecap) não pagar os valores atrasados (R$ 109,3 milhões), vai cortar o fornecimento. Biral disparou “ Ela (Cemat) não tem peito para isso, acho que não vai ter coragem (para suspender fornecimento)”, avaliou.

Fernando Biral informou que não sabe se o valor devido pela Administração Pública é realmente o que a empresa está alegando. “ Não sabemos ao certo de quanto é o valor, não sei se está correto ou não. A Justiça é que vai dizer quando e quanto devemos pagar”, pontuou.

Biral ainda disse que a Cemat sabe dos riscos de suspender o fornecimento de energia. “Ela (Cemat) sabe que é ilegal e dos possíveis danos. O que ela está fazendo é só para tentar pressionar” ressaltou.

O procurador-geral do Município disse que é desnecessária atitude da Cemat, já que constam no edital todas as dívidas da Sanecap e que posicionamento da empresa é só para pressionar a prefeitura a mudar edital.

Biral frisou que a Cemat está tentando mudar a “regra do jogo”, mas não é ela que tem o poder para isso. A argumentação do procurador é que a empresa quer que no edital conste como prioridade pagamento de dívida, mas para Biral, isso não vai acontecer.

“Constam no edital os balancetes e todas as dívidas da Sanecap, que não vão esconder de ninguém, mas os pagamentos vão acontecer depois que a prefeitura receber o valor da outorga”, declarou.

OUTRO LADO

Por meio de assessoria, a Cemat confirmou que vai manter prazo até o dia 19 de dezembro para que a Sanecap pague a dívida. Se o pagamento não for constatado, a empresa vai suspender o fornecimento.

A assessoria informou que está cumprindo com os trâmites jurídicos e que a Cemat não quer receber além do que é devido. “A situação é insustentável, ele (Fernando Biral), um gestor público não deveria estar pagando para ver”, pontuou assessoria da Cemat.

Segundo assessoria, suspender fornecimento para a Sanecap não é algo que a empresa quer, mas se faz necessário.