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Sexta-feira, 28 de Outubro de 2011, 11h:46

Legado

Miguel Nicolelis conseguiu dar um sentido maiúsculo à realização da Copa do Mundo no Brasil, ao anunciar que a equipe de estudiosos pretende utilizar a audiência do mundial para apresentar os rresulatdos de estudos de mobilidade urbana

PAULO LEITE

Divulgação

Durante um prosaico bate-papo sobre futebol, no programa Arena SporTV, nesta semana, o brilhante cientista Miguel Nicolelis, palmeirense fanático, conseguiu dar um sentido maiúsculo à realização da Copa do Mundo no Brasil, em 2014, ao anunciar que a equipe de estudiosos chefiada por ele pretende utilizar a audiência do mundial de seleções para apresentar os resultados finais das pesquisas sobre a restauração da mobilidade humana.

E o que significa isto?

Nicolelis trabalha para que um jovem paraplégico levante-se da arquibancada, dirija-se até o centro do gramado e dê o pontapé inicial dos jogos, em pleno Itaquerão.

Obviamente, não se trata da promessa de um show pirotécnico; mas sim da confirmação de uma revolução científica na área neurológica. Sua técnica, já testada em cobaias, indica que a implantação de um chip no córtex (cérebro) e a vestimenta de uma roupa especial no paciente, poderá levá-lo a caminhar livremente.

Com isso, Nicolelis pretende galvanizar o interesse das novas gerações de brasileiros para a educação e o saber. “Será o primeiro gol da Copa”, proclama.

O comprometimento histórico proposto por este cientista transcende os campos esportivos e cria uma nova aura, uma energia humanista em torno do evento. Ele confia que a ciência ganhará um grande impulso no país, após a demonstração da capacidade inventiva de um estudioso compatriota.

Olhando por este prisma, todos os sacrifícios perpetrados pela comunidade nacional para bancar a Copa do Mundo, parecem leves... Todos os esforços seriam percebidos apenas como uma etapa rumo à nossa afirmação como sociedade moderna e transformadora. E o legado do Mundial seria muito positivo.

Mas, infelizmente, olhando pela invulgar lente da verdade, o que enxergamos até agora são os interesses escusos, os indícios de superfaturamento em obras públicas e a corrupção.

Por exemplo, o recente caso da compra de veículos utilitários (Land Rover’s) equipados com dispositivos de segurança russos, sem licitação pela extinta Agecopa, aqui em Mato Grosso, com preços muito acima do mercado, gerando desconfiança e suspeitas. O episódio tem causado indignação em nossa gente.

Até o momento, lastimavelmente, não temos motivos de orgulho, o único legado da Copa de 2014 tem sido a vergonha...

CORRENDO

Júlio Neto, filho do deputado federal Julio Campos e pré-candidato do DEM à prefeitura de Várzea Grande em 2012, está apressado e já anda, inclusive, entrevistando marqueteiros para sua campanha. Manteve um primeiro contato com Brasa Junior, da Genius Publicidade. Nas próximas semanas, pretende conversar com outros profissionais da área de comunicação.

CRUZ

Dublê de incorporador e cientista político, o empresário Marcelo Maluf assediou Mauro Mendes (PSB) e depois o senador Pedro Taques (PDT), propondo uma frente partidária para disputar a Prefeitura de Cuiabá. Ofereceu como contrapartida eleitoral, o apoio do PSDB e de seu irmão, deputado Guilherme Maluf. Os dois procurados declinaram gentilmente. Mas, fugiram do desgaste tucano, como o diabo foge da cruz.

SAFRA

É, a coisa tá mesmo bicuda para os lados tucanos. Como diria o cancioneiro popular, ‘é poste mijando em cachorro’... Agora o vereador Antonio Fernandes, líder do PSDB na Câmara de Cuiabá, esconjura seus líderes e diz que não tem nada a ver com Wilson Santos e Carlos Avalone. Ele se proclama fruto de uma “nova safra”, ou melhor, nova revoada de tucanos.

DESAFETO

Os adversários do deputado Percival Muniz sabem como é duro enfrentá-lo. Percival utiliza-se da tática da guerrilha eleitoral e não dá tréguas aos inimigos. Seu mais novo desafeto é o ex-prefeito de Rondonópolis Adilton Sachetti, que deixou o PR e migrou para o PDT.

SAUDADE

Outra baixa para o DEM. O polêmico deputado Gilmar Fabris foi para o PSD. Agora, rompeu-se o último vínculo dos Democratas com o governo estadual. Gilmar havia desobedecido o partido e apoiado Silval Barbosa nas últimas eleições.

(*) PAULO LEITE é jornalista e publicitário e escreve para o Diário de Cuiabá e HiperNoticias.