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Quinta-feira, 21 de Julho de 2011, 19h:19

Desembargador declara ilegal a greve de investigadores e escrivães da Polícia Civil

No início da noite o relator da ação, desembargador Guiomar Teodoro Borges decidu pela ilegalidade; se movimento continuar, categorias devem pagar multa de R$ 20 mil por dia

DA REDAÇÃO

Mayke Toscano/Hipernotícias

A greve dos investigadores e escrivães da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso foi declarada ilegal em decisão do desembargador Guiomar Teodoro Borges, no final das tarde desta quinta-feira (21). Se as categorias se recusarem em voltar ao trabalho, deverão pagar R$ 20 mil de multa diária.

O Estado, por meio da Procuradoria-Geral, propôs ação declaratória de ilegalidade, subscrita pelo procurador-geral, Jenz Prochnow Junior e pelo procurador José Vitor da Cunha Gargaglione.

No despacho do relator Guiomar Teodoro Borges “a atividade própria dos integrantes das categorias vinculada aos sindicatos requeridos dizem respeito ao agir estatal com vistas à realização da persecução penal, aliás que tanto incomoda o cidadão que paga os respectivos tributos e tem a sensação de que essa natureza de serviços, mesmo funcionando regularmente, não corresponde as suas expectativas. Imagine paralisada, como se propõem os requeridos”.

No início da tarde, a Secretaria de Estado de Administração (SAD) pediu à Procuradoria-Geral do Estado (PGE) o corte de pontos de investigadores e escrivães, que estão em greve pela segunda vez em menos de um mês.

A presidente do Sindicato dos Escrivães, Genima Evangelista, já havia se posicionado dizendo que os servidores estavam cientes da decisão em permanecer em greve e que estariam preparados para as medidas que seriam tomadas pelo Governo como cortes de pontos e ilegalidade da greve.