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Quinta-feira, 19 de Maio de 2011, 12h:18

Desmatamento pode ser resultado de desinformação de produtores, diz secretário da Sema

Segundo Coronel Alexander Torres Maia, a Lei do Zonemanto Ambiental pode ter sido interpretada de forma equivocada pelos produtores

ALIANA F. CAMARGO

Imagem da Internet
Desmatamento em Mato Grosso foi o maior em toda a extensão da Amazônia Legal.


O secretário de Meio Ambiente (Sema), coronel Alexander Torres Maia, concedeu coletiva na manhã desta quinta (19),  para tratar do crescimento do desmatamento registrado pelo Instituto Nacional Pesquisa Espaciais (Inpe), que segundo ele, pode ser resultado de uma desinformação de produtores sobre a Lei do Zoneamento Ambiental. O crescimento deixou a ministra do Meio Ambiente, Izabela Teixeira em estado de alerta

De acordo com coronel Maia, pode ter sido um equivoco de muitos produtores que não entenderam a Lei do Zoneamento Ambiental. “Pode ter sido falta de conhecimento do que está sendo votado, desinformação ou erro de interpretação”, avaliou.

Dados registrados pelo Inpe mostram que Mato Grosso teve crescimento de 43% no desmatamento entre agosto de 2010 e abril de 2011. De 593 quilômetros quadrados desmatados na Amazônia Legal. O Estado foi responsável por 480,3 km2 , cerca de 80% de todo o desmatamento.

Segundo coronel Maia, já foram identificados 16 propriedades que serão embargadas pelo Governo, tendo suas atividades de produção paralisados e ainda há mais propriedades que entrarão na lista de embargo.

“Estamos em alerta para o desmatamento e não estamos inertes, estamos trabalhando para evitar o desmatamento e iremos punir os culpados” salientou o secretário.

Contudo, a ênfase dada é que o governo está unindo esforços para o desmatamento ilegal. Produtores que estão regulares podem ter parcelas de suas áreas desmatadas conforme regulamentação da Sema. “Não podemos proibir um produtor de desmatar se ele precisa de área para plantar por força econômica”, frisou.

Também estavam presentes na coletiva o superintendente Estadual do Ibama, Ramiro Martins-Costa, e o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Rui Prado.

Falando em nome dos produtores de Mato Grosso, Rui Prado declarou que os produtores rurais não concordam com o desmatamento ilegal. “Nós produtores rurais estamos indignados. São especuladores que vêem no Mato Grosso uma vitrine. Somos o maior produtor de gado e grãos. Condenamos o desmatamento ilegal”, declarou.

Rui Prado disse, ainda, que a Famato se reunirá na próxima segunda (23), em Sorriso, com produtores da região para se articularem sobre o crescimento do desmatamento.

Ramiro Martins-Costa do Ibama, informou que a cidade que mais desmatou foi Nova Ubiratã que registrou 7 mil hectares de terras desmatadas. Somente uma família, que segundo o superintendente mora em Curitiba, desmatou cerca de 2 mil hectares. Cada hectare corresponde há 10 mil metros quadrados ou  um campo de futebol.

O superintendente informou que de 10 produtores rurais registrados pelo desmate, 6 não tem licença ambiental da Sema.