"A desaceleração significativa em relação a abril pode ser atribuída à agropecuária, que registrou queda nos preços e influenciou os resultados do IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo) e do IPC (Índice de Preços ao Consumidor)", diz Matheus Dias, economista do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), em nota oficial.
Conforme Dias, no âmbito dos preços ao produtor, destacam-se as retrações nos valores do café em grão, da cana-de-açúcar e do milho, também em grão, o que contribuiu para uma alta menos intensa do índice.
"Vale ressaltar que os dois últimos produtos também tiveram impacto os preços do álcool etílico anidro (etanol), cujas principais matérias-primas são o milho e a cana-de-açúcar", completa Dias.
No ranking de maiores alívios no atacado, figuraram cana-de-açúcar (-8,56%), café em grão (-7,69%), álcool etílico anidro (-15,71%), milho em grão (-2,76%) e bovinos (-1,22%).
Já na corrente de principais pressões no atacado em maio estavam leite in natura (9,08%), batata inglesa (81,42%), querosene de aviação (51,68%), óleos lubrificantes (24,59%) e feijão em grão (14,71%).
O IGP-DI passou de alta de 2,41% em abril para avanço de 0,87% em maio. Os preços no atacado, mensurados pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI), desaceleraram de aumento de 3,09% em abril para 0,95% em maio.
(Com Agência Estado)
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