Cidades Quinta-feira, 16 de Junho de 2011, 14:16 - A | A

Quinta-feira, 16 de Junho de 2011, 14h:16 - A | A

CRISE DE NERVOS

Servidores da Sema entram em greve na terça-feira

Cerca de 468 servidores efetivos paralisam as atividades, mas há esperanças de uma contraproposta por parte do Governo

ALIANA F. CAMARGO
aliana@hipernoticias.com.br

Mayke Toscano/Hipernotícias
Servidores da Sema se concentram na manhã desta quinta (16) na Casa Civil pela reestruturação da carreira


Servidores da Secretaria de Meio Ambiente acabaram de decidir pela greve geral e por tempo indeterminado na próxima terça-feira (21) a partir de 8h da manhã.

A assembleia geral, realizada na tarde desta quinta-feira (16), contou com 200 servidores e através de ofício protocolado na Casa Civil e na Secretaria de Meio Ambiente, dão o prazo legal de 72 horas para que o Governo de Silval Barbosa apresente uma contraproposta para a categoria.

Serão paralisadas as atividades de 468 efetivos e o movimento promete fazer com que os comissionados e contratados também entrem em greve. Caso consigam o feito, cerca de 800 servidores de todo Estado cruzarão os braços.

OUTRO LADO

O secretário de Meio Ambiente, Alexander Torres Maia, acaba de ser chamado no gabinete do Governador Silval Barbosa.

O secretário José Lacerda da Casa Civil não foi encontrado para falar sobre o assunto.

ENTENDA O CASO

O governo não trata as carreiras de forma igualitária. Esta é a posição do membro da comissão de negociação dos servidores da Secretaria de Meio Ambiente, Murilo Covezzi, que na manhã desta quinta (16), se concentraram com outros funcionários públicos na Casa Civil para fazer pressão e chamar atenção de gestores. Segundo o membro da comissão de mobilização, a inclinação é para greve por tempo indeterminado. A categoria se reúne na tarde desta quinta-feira, às 15h em frente a Sema.

“O governo não está nos enxergando com bons olhos. Eles dão muitos para poucas carreiras e para outras não há reconhecimento. Veja o caso dos funcionários da Sefaz (Secretaria de Fazenda) que com nível médio ganham muito além do que ganhamos”.

Covezzi explicou que na reunião na quarta (15) o governo do Estado fez uma proposta indecorosa e que os servidores não aceitaram. “Querem incorporar a verba indenizatória em três vezes e não aceitamos”.

O ponto central é a questão salarial. Para Murilo Covezzi a última reestruturação salarial foi em 2000. As perdas inflacionárias já somam 40% e a categoria pede um aumento de 15% em cima dos salários já incorporados com a verba indenizatória. A verba indenizatória da carreira para nível superior é de R$ 1.950 e para nível médio é de R$ 1.650.

A paralisação das atividades dos funcionários será desastrosa, já que a categoria cuida da fiscalização das queimadas, licenciamento de atividades potencialmente nocivas ao meio ambiente e   das autorizações para a mobilidade urbana que está prestes a sair do plano virtual.

OUTRAS CATEGORIAS

Os servidores da Empaer (Empresa de Pesquisa, Extensão e Assistência Rural) também entrarão na 'corrida' pela reestrutura salarial. Não havendo proposta positiva por parte dos gestores a categorias.

A previsão é que a categoria tenha uma posição por parte do gestores ainda nesta quinta-feira (16), em reunião marcada para as 15h.

Investigadores e escrivães também aguardam a proposta da Secretaria de Administração pela reestruturação salarial. A previsão é que a proposta seja apresentada no dia 22 de junho.

Atualizado às 17h50

 

 

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