Cidades Terça-feira, 06 de Dezembro de 2011, 19:00 - A | A

Terça-feira, 06 de Dezembro de 2011, 19h:00 - A | A

PARALISAÇÃO

Servidores da Prefeitura de Cuiabá ameaçam entrar em greve

Em assembleia geral, 273 funcionários público municipais aprovaram por unanimidade aderir paralisação a partir de 2012 e principal reivindicação é aprovação de Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS)

HÉRICA TEIXEIRA
herica@hipernoticias.com.br

 

Mayke Toscano/Hipernotícias

 

Servidores de nível superior que atuam na Prefeitura de Cuiabá votaram por unanimidade pelo indicativo de greve para o início do ano. Eles reclamam da falta de atenção por parte da administração pública, pois não foram contemplados em nenhum Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) aprovados este ano. Cerca de 273 profissionais podem entrar em greve no início de 2012.

A decisão aconteceu nesta terça-feira (6) após encontro em assembleia. O presidente do Sindicado dos Servidores Municipais de Cuiabá, Jaime Neves Metelo, disse que os trabalhadores estão muito desanimados com o “esquecimento” por parte do gestor público.

“Somos a categoria desprestigiada. Nem o prefeito nem o presidente da Câmara (Júlio Pinheiro) nos atende. Já foram inúmeras tentativas e nada de dar o retorno. O próprio líder do prefeito na Câmara (Everton Pop) não fala com a gente e ficamos só na espera”, ressaltou.

Jaime Metelo falou de longa trajetória da categoria em conseguir aumentos salariais. “Já fizemos a proposta e estamos abertos para diálogo, mas está difícil. Nós estamos na luta pela aprovação de nosso PCCS desde o início do ano. Entregamos nossa proposta à Prefeitura em setembro e até hoje não tivemos resposta nenhuma. Reuniões foram marcadas, mas os representantes do Executivo nem sempre dão o ar de sua graça. Parece que para eles nós não temos a mínima importância, recusam a nos ouvir", declarou.

Os servidores alegam que há 17 anos o segmento de nível superior não recebe aumento real de salário. Por muitos anos nem mesmo houve reajustes a partir do nível da inflação, o que congelou os salários em R$ 1.071. "A Prefeitura de Cuiabá trabalha no sentido inverso, porque em vez de incentivar os servidores, ela desmotiva, desvaloriza. Nós nos sentimos tremendamente desvalorizados", pontuou a Comissão dos Servidores.

OUTRO LADO

O secretário de Comunicação da Prefeitura de Cuiabá, Mauro Cid, foi procurado pela reportagem e disse que desconhece descontentamento da categoria. Para ele, o assunto sobre  Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) está em discussão na Câmara de Vereadores para o prefeito Chico Galindo chegar a um acordo.

"O prefeito ainda está discutindo para definir sobre a questão. Hoje foi até discutido PCCS na Câmara. Desconheço problema com a categoria, fica até difícil dar um posicionamento", resumiu Mauro Cid.

NOTA DE REPÚDIO DOS FUNCIONÁRIOS

"Nós, servidores de nível superior da Prefeitura Municipal de Cuiabá, repudiamos o descaso com que a Administração do prefeito Francisco Galindo tem nos tratado.

Há mais de seis meses vimos tentando dialogar com o senhor prefeito e sua equipe, mas sem qualquer resultado concreto. A sociedade sabe que os serviços que tem a sua disposição são mantidos a duras penas pelos profissionais públicos, que somos obrigados a trabalhar muitas vezes com o teto caindo sobre nossas cabeças.

Sabemos que, muitas vezes, somos indigitados como os responsáveis pela má qualidade dos serviços oferecidos, mas esses que nos acusam fingem não saber que recebemos salários de fome, que somos servidores a quem não é dada condição de servimos a nossa própria mesa. Vivemos numa situação de indignidade ante a qual a senhora secretária de gestão Adriana Barbosa da Silva, seguindo o horrível exemplo de Pôncio Pilatos, lava as suas mãos. Aos servidores tem restado a lenta agonia
na cruz salarial.

Denunciamos essa política de "meia dúzia" contra todos, pela qual poucos ficam com muito e muitos ficam com quase nada. Ao povo, nem se pode dizer que a Administração Galindo nada reserva além de pão e circo, porque na vida, ou sobrevida, do povo, falta pão e sobra circo, numa variante piorada da velha fórmula romana. Disso dão exemplos projetos como o "Valorizando vidas", o qual nada oferece a Cuiabá além da demagogia do alcaide e de algumas migalhas para engabelar a população. A Administração do alcaide Galindo, que não valoriza nem sequer a vida de seus servidores, como poderia valorizar a vida de toda a população da capital de Mato Grosso?  Até onde vai a política do empresário paulista? Serão os lucros dele mais importantes do que os nossos salários e a dignidade de nossas vidas e da vida de todos os nossos irmãos cuiabanos?

Não desistiremos de lutar por justiça, para nós, por Cuiabá. Vamos continuar batalhando em 2012, quando o pré-candidato "não declarado" será lembrado de que nós não nos esquecemos da forma como fomos tratados em seu (des)governo."

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